segunda-feira, setembro 21, 2009

Homossexuais


Hélio dos Anjos Anjos encerra polêmica: "Trabalharia com homossexuais"

por ESPN.com.br

A classificação do Goiás para as oitavas de final da Copa Sul-americana ficou em segundo plano depois de polêmicas declarações do técnico Hélio dos Anjos. O treinador se irritou com parte da imprensa goiana que relaciona a queda do rendimento do time com a chegada do atacante Fernandão.

"Primeiro ficam pedindo jogador experiente. Aí quando vem, começam a criticar. O Fernando sei lá o quê, que o grupo está com ciúme. Homem com ciúme de homem para mim é viadagem. Não trabalho com homossexual, não tem viado aqui no meu grupo", disparou o comandante esmeraldino após a vitória nos pênaltis sobre o Atlético-MG, na noite de quarta-feira.

Para evitar maiores problemas, Hélio veio a público nesta quinta e tentou esclarecer o caso. "Se existe esse negócio de ciúme e inveja no grupo, existe a frescuragem, a viadagem. Mas isso não quer dizer que o cara seja homossexual", argumentou, em entrevista à ESPN Brasil.

O treinador ainda reiterou que o relacionamento de Fernandão com o restante do grupo é bom. "O cara estava há um ano e meio jogando fora, em um futebol diferente. Daí ele chega e já começam a falar de ciúme, essas conversinhas. O Fernando é um cara simples, faz tudo que é pedido. Não tem tratamento diferenciado nem da diretoria nem da comissão técnica", assegurou.

Por fim, o comandante do Goiás garantiu que aceitaria comandar um jogador homossexual. "Um homossexual jogaria no meu time, com toda a certeza. A gente sabe que no futebol não tem tanto como falam. Mas, desde que seja profissional, eu escalaria sem problemas", concluiu.


Em Portugal, por enquanto, não há discussões deste tipo. Mas de facto é curiosa uma das últimas frases desta entrevista: "A gente sabe que no futebol não tem tanto como falam".


2 comentários:

  1. Não há mais nem menos que em tudo o resto. Possivelmente, devido aos "constrangimentos", ao profissionalismo podem chegar um pouco menos que noutras áreas.

    Mas a questão é interessante, porque se o politicamente correcto nos obriga a encarar com naturalidade, que repercussões poderá ter na dinâmica de grupo uma situação dessas?

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