quarta-feira, maio 11, 2011

O petardo

No jantar comemorativo dos 45 anos do CNID discutia-se à mesa o ambiente existente no futebol português e particularmente nas relações entre os seus principais clubes. Falava-se mesmo que qualquer dia acontece uma tragédia e nessa altura todos se preocuparão com o assunto. Nesse mesmo dia uma decisão de um tribunal, reproduzida no jornal online de "A Bola", dizia sinteticamente o seguinte:

"Um adepto foi hoje condenado pelo Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, acusado de tentar entrar num estádio com um petardo.
O Tribunal condenou o indivíduo a pena de sete meses de prisão, transformada em 210 dias de multa, num total de 1.260 euros".
O adepto sempre negou que o artefacto fosse seu, garantindo que o petardo que originou a detenção foi apanhado do chão pelas autoridades."

Foi um adepto de um determinado clube e isso é o que menos conta para este assunto.  O que está em causa é que por 1.260 euros, qualquer um pode correr o risco de levar para dentro de um qualquer estádio, um objecto que se pode tornar perigoso ou mesmo mortal. E o que se pergunta é se não seria mais pedagógico que qualquer um apanhado numa situação destas não deveria antes ter de se apresentar numa esquadra no momento em que o seu clube jogasse,  castigo aplicado, por exemplo, durante cinco anos. Parece-me que mais que prisão, multa, ou lá  o que seja, este deveria ser o caminho, impedindo-se assim que tantos elementos anti-sociais pudessem ter livre acesso a locais que deveriam ser de celebração desportiva e onde se encontram habitualmente muitas crianças. Continuar a confundir um estádio de futebol com um circo romano não me parece ser o caminho.


1 comentário:

  1. Não está a ser nada fácil acabar com esses malditos petardos a entrarem dentro dos estádios.Mas que raio de "revista" fazem as autoridades?Onde é que eles os escondem?Chiça?!...que é dose!

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