Disse António Boronha no seu blog, em entrada colocada ontem, que os semi-finalistas da Champions perderam os seus jogos nas respectivas ligas, Digo eu que esta questão demonstra mais uma vez que o exagero de jogos ao longo da época leva a situações destas no seu final, quando os objectivos europeus têm um peso fundamental. Com isto, acontece, nalguns casos, como já se viu até em Portugal, que na ânsia de protegerem as suas equipas, os treinadores optam por escolher outros jogadores menos desgastados tornando as suas competições internas num objectivo menor e com isso contribuindo para a desigualdade com que os seus adversários os vão encontrando. Isto, sobretudo, quando os títulos estão atribuídos e a luta de pontos para a permanência é o factor quase único que existe na competição. Mas perante esta situação nada há a fazer e o que se espera é que aqueles que jogam sejam competitivos e aproveitem a oportunidade para se mostrarem.
Numa tarde de Maio de 1991, 18 jovens, cada um com uma placa na mão, com uma letra impressa, apresentaram-se no relvado do Estádio Nacional, no intervalo da Final da Taça de Portugal. Juntas as 18 letras, formou-se esta frase. Luís Figo, Rui Costa, João V.Pinto, Jorge Costa, Rui Bento, Brassard, Peixe, entre outros, eram os jogadores que formavam esse grupo. Semanas depois, em Lisboa, mas no Estádio da Luz, perante 127.000 espectadores, tornaram-se Campeões do Mundo Sub/20.
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segunda-feira, maio 02, 2011
quinta-feira, abril 14, 2011
O FMI do futebol
Não é só somente sobre as finanças dos países que existem intervenções externas, como o caso do FMI no nosso país, na Irlanda e na Grécia. Veja-se neste caso a intervenção da UEFA sobre a suspensa Federação da Bósnia-Herzegovina. Um programa de intervenção bem concreto a não deixar margem para dúvidas a ninguém.
O Comité de Emergência da FIFA decidiu esta terça-feira, 12 de Abril de 2011, nomear um comité de normalização de modo a resolver os problemas que a Federação de Futebol da Bósnia-Herzegovina (NFSBiH), actualmente suspensa por FIFA e UEFA, enfrenta.
Depois de debates com vários intervenientes e após consultas com a UEFA, foi estabelecido um comité de normalização composto por seis elementos ligados ao futebol da Bósnia-Herzegovina, e que começará a actuar de imediato. O comité de normalização agirá imediatamente como comité executivo da NFSBiH, bem como comité de emergência, e terá as seguintes tarefas:
• Primeira fase
a) Preparar e convocar a assembleia-geral ordinária de 2011, onde os delegados têm que adoptar os estatutos da NFSBiH e tomar decisões sobre outras questões estatutárias, o mais tardar até 26 de Maio de 2011.
b) Assegurar que todas as ligações/relações com qualquer membro da antiga Direcção da NFSBiH (comité executivo e presidência) terminam imediatamente em relação a decisões financeiras, administrativas, desportivas e outras, e estabelecer um plano para melhorias a este respeito.
c) Tomar as medidas necessárias para melhorar ainda mais a situação financeira da NFSBiH, e para garantir que não surgem novas disputas ou encargos financeiros, e que as actuais obrigações financeiras são pagas em tempo devido e com total transparência.
• Segunda fase
a) Preparar novas eleições para todos os órgãos estatutários, de acordo com os novos estatutos da NFSBiH, o mais tardar até 30 de Novembro de 2011.
b) Melhorar a qualidade existente na administração da NFSBiH e promover a credibilidade e imagem da NFSBiH a nível nacional, implementando as medidas consideradas necessárias por FIFA e UEFA.
A partir da data da sua nomeação, este comité de normalização assumiu todos os direitos e deveres estatutários do comité executivo da NFSBiH, bem como da sua presidência. O mandato do comité de normalização expira depois da realização das eleições para o novo comité executivo da NFSBiH, de acordo com os novos estatutos adoptados pela NFSBiH.
domingo, fevereiro 06, 2011
Um exemplo
O internacional Sub-21 islandês Kolbeinn Sigthórsson tornou-se no segundo jogador estrangeiro a marcar cinco golos num jogo da Liga holandesa e revelou ter sido "algo de extraordinário."
Quando visitámos a ilha para o jogo do Euro 2012, tinha abordado a evolução do futebol da Islândia. Confirma-se esse crescimento com a qualidade da actual equipa de sub/21 que eliminou a Alemanha, anterior campeã europeia, e a maior potência do futebol europeu e ainda a Escócia. Hoje percebem-se os porquês. Investimento nos jogadores, mas sobretudo nas infraestruturas. Resultado, primeira presença numa fase final dos sub/21, e jogadores a brilharem nos clubes europeus. Um exemplo que os frios e distantes islandeses estão a dar a muito boa gente, mais preocupados com o seu umbigo do que com a formação e o desenvolvimento.
"A Islândia surpreendeu muita gente quando se apurou para o Campeonato da Europa Sub-21, mas as sementes desse sucesso remontam há dez anos, segundo o presidente da Federação Islandesa de Futebol (KSÍ), Geir Thorsteinsson.Os Sub-21 islandeses causaram espanto ao afastar a campeã Alemanha na qualificação e a Escócia no "play-off" – uma reacção que Thorsteinsson diz ser compreensível. "Esta é a primeira vez que nos apuramos, por isso é um grande feito", disse ao UEFA.com. "Toda a gente aguarda com expectativa pela fase final."
Thorsteinsson acredita que muito do progresso dos Sub-21 se deve à melhoria nas condições de treino de uma ilha habituada a longos Invernos."Existiam apenas campos de cascalho, que na maior parte das vezes estavam congelados. Agora temos pavilhões com relva artificial e as condições perfeitas para combater a pausa de Inverno."
E foi o investimento recente que tornou isso possível. "Na última década desenvolvemos muito as instalações desportivas, e agora possuímos vários campos de relva artificial, ao ar livre e 'indoor', bem como pavilhões."
O resultado desses projectos tem sido evidente, proporcionando a rápida subida de cotação dos Sub-21. A goleada caseira sobre a Alemanha, por 4-1, suscitou um "enorme interesse na equipa", afirmou Thorsteinsson."
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