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quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Escolhas


Fotos: Francisco Paraíso

Se cada um de nós se pudesse pronunciar e actuar sobre a vida de alguns jogadores, nalguns casos, teríamos talvez evitado alguns passos em falso. É o que pensam todos os que opinam sem estarem por dentro de cada realidade, utilizando só  a bondade das intenções e o empirismo das análises. Infelizmente a vida não é o que se deseja mas o que acontece,  pelo que vamos ao que neste caso interessa. Para os guarda-redes, ficar no banco, ou nem isso, é uma lástima que pode vir a ser um travão para a vida profissional futura. Tantos e tantos casos em que bastava uma reflexão um pouco mais profunda evitariam essa sensação de cair no abismo e de andar para trás. Daniel Fernandes, que esteve presente no Mundial 2010, tinha essa referência e essa vantagem para poder utilizar mas optou pelo Panathinaikos, clube onde joga o titular da selecção grega. Resultado, três vezes convocado, sem ter realizado qualquer jogo, e ao fim de sete meses uma dispensa para o último classificado do campeonato grego. Daniel tem qualidades evidentes e a escolha de novo clube teria merecido uma análise mais objectiva de forma a proteger o seu futuro desportivo. Não o fez e agora paga por isso. Digo exactamente isto porque o conheço bem e sei que possui talento para muito mais. Curiosidade ainda o facto de ter sido dispensado por outro português, Jesualdo Ferreira. Mesmo assim, jogando no útimo classificado, ainda há tempo para voltar a provar que a convocatória para o mundial não foi obra do acaso.


1 de Fevereiro

Terminou a janela de Janeiro no mercado de transferências. No que se refere a Portugal, o mesmo de sempre, com a entrada de mais umas dezena de estrangeiros, cuja qualidade há-de provar-se ou não. Na maioria dos casos, infelizmente, será o não a prevalecer. Quanto aos portugueses, nos últimos dias, algumas mexidas interessantes, particularmente, no estrangeiro, Ricardo de volta à actividade, Daniel Fernandes mudando de clube, Ukra e Marco Ramos em mudança para o Braga, Liedson de saída para o Brasil, Castro de saída para Espanha, Adrien que já está a jogar na Académica há dois jogos, vindo de Israel, Edinho que saiu do Málaga e regressou a Portugal, para o Marítimo, e muito pouco mais no que envolve jogadores com passado de selecção. Mesmo assim com todas as envolventes financeiras a apontarem para um movimento recessivo e de contracção, os nossos clubes preferem continuar a investir em jogadores que mal conhecem, investindo dinheiro sem qualquer garantia de retorno. Saliência positiva para a formação da U.Leiria que continua a colocar jogadores no plantel sénior, Paços de Ferreira, Varzim, Gil Vicente e mais alguns outros, que vão lançando jovens portugueses sem qualquer receio de insucesso,  podendo vir-lhes a render a curto prazo valores suficientes para a sua manutenção a um  nível razoável de competição.