Numa tarde de Maio de 1991, 18 jovens, cada um com uma placa na mão, com uma letra impressa, apresentaram-se no relvado do Estádio Nacional, no intervalo da Final da Taça de Portugal. Juntas as 18 letras, formou-se esta frase. Luís Figo, Rui Costa, João V.Pinto, Jorge Costa, Rui Bento, Brassard, Peixe, entre outros, eram os jogadores que formavam esse grupo. Semanas depois, em Lisboa, mas no Estádio da Luz, perante 127.000 espectadores, tornaram-se Campeões do Mundo Sub/20.
terça-feira, julho 19, 2011
Copa América
domingo, junho 28, 2009
Taça das Confederações - 5 -
sexta-feira, junho 26, 2009
Taça das Confederações - 4 -
quinta-feira, junho 25, 2009
Taça das Confederações - 3-
segunda-feira, junho 22, 2009
Buuuuuuuuuuuu!
"...Entre os bafana bafana, os futebolistas da selecção sul-africana, entre aquela maré negra, destacava-se o defesa central Matthew Booth. Além do seu 1,98m (o mais alto da equipa) e da sua cabeça brilhante de rapada, era o único branco da equipa. Os olhos dos jornalistas notaram também que, nas bancadas, a supremacia dos negros sobre os brancos ultrapassava a relação de oito para um, que existe no país. Na África do Sul, o râguebi é a paixão dos brancos e o futebol, a dos negros.Ora a esses dados visuais juntava-se um som: buuuuuuuuuuuu! De cada vez que os jornalistas viam o defesa central branco tocar na bola, viam também os espectadores alarmarem-se e deles vinha aquele som intenso que em todos os estádios é considerado insulto, vitupério, xingadela. O claro desaforo de que o pobre atleta branco era alvo por parte da multidão negra era sublinhado pelo uso barulhento dos vuvuzela, as trompetas feitas de corno dos veados kudus. Booth estava a ser sujeito à mesma receita racista, com troca das cores, que certos estádios espanhóis reservam a Eto'o, o avançado camaronês. No dia seguinte ao jogo, os jornalistas europeus assinalaram o intolerável gesto. Anteontem, a questão foi posta ao próprio: deve custar-lhe muito ouvir aquele "buuuuuuu!" da multidão... Mas, para espanto de todos, Matthew Boot deu um gargalhada: "Mas que insulto?!" E explicou: buuuuuu! é o grito que prolonga o seu nome, Booth. Não é insulto, é incentivo. Ele, que foi capitão da selecção de esperanças e dos sub-21, é o mais popular e querido jogador dos bafana bafana.E a esta confusão negra e branca os jornalistas acrescentaram um sorriso amarelo."
Vale bem a pena ler a totalidade do artigo de Ferreira Fernandes, no DN de ontem.




