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terça-feira, julho 19, 2011

Copa América



Como já aqui tinha referido há dois dias confirmaram-se todas as previsões e sobretudo aquilo que pensei e não escrevi. A realização da Copa América nesta data é uma idiotice pegada que não trouxe qualquer tipo de vantagem a ninguém, ou melhor trouxe aos teoricamente mais fracos. Pensar que os grandes jogadores estavam a 100% nesta competição é pura imaginação. Sabendo-se que os seus clubes do continente europeu estavam em pré-época preparando grandes decisões para a época que se aproxima é um peso demasiado forte para um atleta profissional. Mesmo que se entreguem totalmente aos seus países, e acredito na totalidade que o façam, há essa realidade que os marca e que talvez inconscientemente os perturbe. Por isso, esta prova, mereceria uma análise profunda por parte da FIFA e da respectiva confederação, no sentido de evitar prejuízos aos clubes, aos jogadores e até ao seu próprio prestígio. A adequação do calendário internacional da FIFA para todas as confederações, com provas continentais de profissionais somente de quatro em quatro anos, a exemplo dos europeus, desencontrando-as dos mundiais e da Taça das Confederações, seria uma medida, a meu ver, aconselhável.

domingo, junho 28, 2009

Taça das Confederações - 5 -


Parabéns Brasil. Mais uma vez no topo. Parabéns Dunga, Jorginho, Paixão, Américo Faria, entre outros. Melhor equipa, melhores jogadores. Alerta para as equipas que vão estar no Mundial 2010, a temperatura, altitude, factores chave a considerar.

sexta-feira, junho 26, 2009

Taça das Confederações - 4 -



Ainda o Espanha/EUA. Para mostrar a minha abertura de espírito aí vai mais um artigo sobre o assunto:
Ler todo o atigo aqui



"Puyol, a fiercely proud competitor, was obviously angry about Spain’s loss and performance, but normally you’d expect the captain of a big side to show enough respect for his opponent to shake their hands. But that wasn’t the case. He turned his back on the U.S. As he walked off, you could practically hear the Spaniards’ excuses already being prepared: The Confederations Cup doesn’t mean anything. The Spanish players were fatigued from a long season in Europe. It was cold in Bloemfontein and the field was slick and the teams have to play so many games in such a short period of time.Spare me. These arguments are some of the same ones the Egyptians used when they collapsed last Sunday. The same ones the Italians used when they bowed out after a 3-0 drubbing at the hands of Brazil. And now the same ones the Spaniards will use."




quinta-feira, junho 25, 2009

Taça das Confederações - 3-


O futebol tem disto e esta é a sua essência. Por mais que julguemos que estamos dentro dos seus segredos, ele, a cada momento, prega-nos uma partida. Foi o caso do Espanha/EUA. Por mais que alguns iluminados venham para aí dizer isto, mais aquilo, sobre a qualidade dos EUA, não acredito em equipas deste tipo, muito menos em competições com estas características. O futuro não se vai concerteza fazer com esse tipo de jogadores. A beleza do nosso jogo, o futebol, não se compara com aquilo que para eles é o soccer. Correm muito, pois correm, mas isto, o futebol, não é propriamente atletismo. A Espanha perdeu porque tinha chegado o momento de desfazer tão grande sequência de jogos sem derrotas. Não há explicações científicas para alguns destes factos, mas que acontecem por vezes...lá isso acontecem! Mil vezes uma Espanha derrotada a uns EUA vencedores. Sou a favor da qualidade técnica dos atletas, sempre! Mesmo, nalguns casos, perdendo. Ah! Parabéns Brasil pela vitória sobre a África do Sul.

segunda-feira, junho 22, 2009

Buuuuuuuuuuuu!

África do Sul/Portugal
Foto: Francisco Paraíso

"...Entre os bafana bafana, os futebolistas da selecção sul-africana, entre aquela maré negra, destacava-se o defesa central Matthew Booth. Além do seu 1,98m (o mais alto da equipa) e da sua cabeça brilhante de rapada, era o único branco da equipa. Os olhos dos jornalistas notaram também que, nas bancadas, a supremacia dos negros sobre os brancos ultrapassava a relação de oito para um, que existe no país. Na África do Sul, o râguebi é a paixão dos brancos e o futebol, a dos negros.Ora a esses dados visuais juntava-se um som: buuuuuuuuuuuu! De cada vez que os jornalistas viam o defesa central branco tocar na bola, viam também os espectadores alarmarem-se e deles vinha aquele som intenso que em todos os estádios é considerado insulto, vitupério, xingadela. O claro desaforo de que o pobre atleta branco era alvo por parte da multidão negra era sublinhado pelo uso barulhento dos vuvuzela, as trompetas feitas de corno dos veados kudus. Booth estava a ser sujeito à mesma receita racista, com troca das cores, que certos estádios espanhóis reservam a Eto'o, o avançado camaronês. No dia seguinte ao jogo, os jornalistas europeus assinalaram o intolerável gesto. Anteontem, a questão foi posta ao próprio: deve custar-lhe muito ouvir aquele "buuuuuuu!" da multidão... Mas, para espanto de todos, Matthew Boot deu um gargalhada: "Mas que insulto?!" E explicou: buuuuuu! é o grito que prolonga o seu nome, Booth. Não é insulto, é incentivo. Ele, que foi capitão da selecção de esperanças e dos sub-21, é o mais popular e querido jogador dos bafana bafana.E a esta confusão negra e branca os jornalistas acrescentaram um sorriso amarelo."



Vale bem a pena ler a totalidade do artigo de Ferreira Fernandes, no DN de ontem.