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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Mantorras


Se há jogador que aprecio é Mantorras. Não só como praticante, mas também como ser humano. É extrovertido em campo, fora dele não o conheço, e transmite alegria à sua equipa. Dá gosto vê-lo jogar, sabendo todos que o faz com algumas, pelo menos aparentes, dificuldades. Problemas físicos e médicos atrapalharam-lhe uma carreira que muito prometia. Conheci-o em 1997, durante o I Torneio da Lusofonia, João Havelange, em Sub/20, que se disputou em Portugal, e no qual, se não me engano, Angola terá ficado em 3º lugar. A partir daí fui acompanhando o seu percurso, no Alverca, no Benfica e na Selecção de Angola. Merece o reconhecimento de todos pelo facto de nunca ter desistido e de ter sempre acreditado que era possível fazer algo pelo seu clube e pelo seu país, como o fez ontem.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Togo

Siphiwe Sibeko -Reuters
Obilale chega ao hospital em Joannesburgo
É lamentável que se continue a misturar política com este tipo de acontecimentos desportivos. A história lembra-nos casos anteriores de tragédias que poderiam e deveriam ter sido evitadas. O que se passou em Angola com a Selecção do Togo poderia ter redundado numa tragédia ainda maior, que mancharia definitivamente esta competição - colocando inclusivé em causa a sua realização - e a normal relação entre povos. Uma meia-dúzia de tresloucados tomou conta das notícias do mundo em poucos segundos com um acto perfeitamente desnecessário que deu origem a três mortes e a vários feridos. Se eventualmente pudessem ter alguma razão do ponto de vista meramente político, perderam-na nesses segundos fatídicos.


Angola


Festa, alegria, golos, tristeza. Foi este o percurso dos jogadores, técnicos e adeptos da Selecção de Angola, antes, durante e depois do jogo com o Mali. As individualidades do Mali, acabaram, em cima da hora, por fazer vir ao de cima a sua enorme qualidade. Foi um jogo que se pode considerar épico. Não é fácil a este nível atingir-se tamanha quantidade de acontecimentos num só jogo. Foi bonito de ver para quem está de fora, embora o nosso coração caia naturalmente para o lado de Angola. Tudo em aberto neste grupo, embora me pareça que este resultado e os desenvolvimentos do jogo possam trazer consequências psicológicas desfavoráveis para os jogadores e técnicos angolanos.

sábado, janeiro 09, 2010

CAN


Começa amanhã com o jogo Angola/Mali, a CAN, a competição de futebol mais importante de África. Nesta prova, disputada pela primeira vez em Angola, estará em destaque a selecção da Costa do Marfim, pelo que Carlos Queiroz seguirá com toda a atenção a participação dos costamarfinenses. Interesse particular também em seguir os jogos disputados por Angola, dirigida por Manuel José, Burkina Faso, dirigida por Paulo Duarte e por Moçambique, pelo laços que nos unem a esse País.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Globalização


A globalização faz-se sentir também no futebol de selecções. Na história recente do futebol português um grande número de jovens das ex-colónias optaram jogar pelas Selecções Nacionais. Desta vez foi ao contrário. Boa sorte Stélvio.


Stélvio, jovem que o Sp. Braga cedeu à U. Leiria, acaba de trocar a selecção portuguesa pela congénere de Angola. O médio nasceu em Luanda, era internacional sub-21 pela equipa lusa mas não resistiu às investidas do seu país natal. Manuel José conta com um importante reforço para a disputa da CAN2010.

«Não comuniquei nada à selecção portuguesa, antes de vir, porque acho que não tenho de justificar a minha decisão. Se eles quiserem explicações, falem comigo. É uma decisão pensada e sou livre para decidir o meu futuro», começa por dizer Stélvio, ao Maisfutebol.

O médio já trabalha com os «Palancas Negras» e garante que estava a pensar neste passo há vários anos. «Já vinha a pensar nisto há muito tempo, desde que fiz 18 anos. Mas nessa altura, estava bem na selecção portuguesa e as condições em Angola não eram as melhores. A família achou que era melhor eu continuar a jogar por Portugal. Tenho noção que podia chegar à selecção principal de Portugal, mas nasci em Angola», frisa.

«Agora já temos condições em Angola, não só em termos futebolísticos. Sinto que posso ajudar mais Angola que Portugal e espero estar na CAN2010. Sei que são portas que se abrem, muita gente estará atenta a essa competição», remata Stélvio, actualmente com 20 anos.

O filho de Filipe Cruz, antigo jogador de andebol, espera ser mais utilizado na União de Leiria, enquanto festeja o sucesso do Sp. Braga na Liga 2009/10. «Não posso estar plenamente satisfeito em Leiria porque não estou a jogar, mas vou continuar a trabalhar. Quanto ao Sp. Braga, não me surpreende porque sempre disse que era um grande clube. Tem condições para andar lá por cima e se puder chegar a campeão, ainda melhor. Fico a torcer por eles, por fora», remata o médio defensivo.