sábado, novembro 13, 2010

Mourinho da Banca

Em recolhas de vários artigos da imprensa britânica feita pelo jornal "O Jogo", António Horta-Osório, o novo director do Lloyds Bank, é comparado, em vários jornais, a José Mourinho. Do Financial Times ao "The Evening Standard", Osório é referenciado como o novo "Special One", desta vez da banca. O "Daily Mail", por exemplo disse isto: "Ao contratar Horta-Osório, o Lloyds apostou numa estrela muito cara. A banca descobriu agora um "Special One" que custa 8,2 milhões, mas cujo talento não é questionado por ninguém. Horta-Osório pegou no que restava da banca de retalho britânica e agregou-a numa empresa coerente - um esforço notável e bem-sucedido que se pode comparar ao de Mourinho no Chelsea".
Depois de tantas tentativas para encontrar em Portugal o novo Mourinho, nalgumas situações bem bizarras, e por vezes anedóticas, quis o acaso que aparecesse em Inglaterra, e em vez do futebol, nascesse na banca. Coitado do José Mourinho constantemente a levar com filmes destes sem que contribua para tal.

Comunicação ou Psicologia

Diariamente, mas sobretudo nas conferências de antevisão dos jogos, os treinadores passam para a comunicação social várias e diferentes mensagens. Se umas são palavras sinceras, outras são manifestamente formas de entusiasmar e dar auto-estima aos próprios adeptos e outras ainda são maneiras de explorar as fraquezas dos adversários. Villas-Boas, técnico do FC Porto, com exercícios permanentes de inteligência toca em todos os campos. Eleva o seu clube e atletas e salienta contradições dos seus mais directos adversários, particularmente quando estes dão tiros nos seus próprios pés. Felizmente, quase sempre, com elegância. Ao contrário de outros, que utilizam discursos mais directos e duros, o treinador portista mantém uma postura calma e um discurso, aparentemente distante, que não desperta grandes antipatias, nem mesmo nos rivais. Um novo estilo, num futebol que vive também da polémica, parecendo-me até que já não consegue viver sem ela.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Iniesta

Andrés Iniesta ha entregado al RCD Espanyol la camiseta que mostró en homenaje al fallecido Daniel Jarque, tras marcar el gol de la victoria en la final del Mundial de Sudáfrica, y el club blanquiazul le ha correspondido con la insignia de oro y brillantes.

La camiseta formará parte del mural en memoria de Jarque en la puerta 21, el dorsal que lucía el central, del estadio Cornellá-El Prat. El acto ha contado con la presencia de los presidentes de ambos clubes, Daniel Sánchez-Llibre y Sandro Rossell, el entrenador del Espanyol, Mauricio Pochettino, familiares de Jarque y varios jugadores blanquiazules.

Iniesta se ha mostrado visiblemente emocionado: "Doy las gracias al Espanyol. Me da mucha pena separarme de esta camiseta, aunque creo que es el mejor lugar donde puede estar. Yo marqué el gol, pero Dani también será recordado". El manchego y Jarque mantenían una gran amistad pese a su rivalidad deportiva.

El presidente del RCD Espanyol, Daniel Sánchez Llibre, ha agradecido en repetidas ocasiones el detalle de Iniesta. "Es un 'crack'. Lo cierto es que es un gesto difícil de creer, pero es una realidad. Es un gran futbolista pero seguro que cuando deje el deporte será una persona muy querida por el españolismo y el fútbol".

Os grandes gestos não estão ao alcance de todos. Iniesta, além de extraordinário jogador, teve uma atitude excepcional de homenagem para com um colega de profissão, adversário directo de clube e de cidade, e que tinha falecido antes do mundial. Agora entregou ao clube a que pertencia Jarque, o Espanhol, a camisola com que homenageou o futebolista desaparecido. Atitudes de outra dimensão, num futebol também com outra expressão.

O braço-direito

Sempre que uma equipa obtém sucesso, nas primeiras páginas dos jornais surgem sempre os treinadores principais e os jogadores. No entanto, os grandes treinadores, sabem que sem uma equipa de suporte unida e competente, esse sucesso muito dificilmente seria atingido. Desde os adjuntos, aos preparadores físicos, aos secretários, aos médicos, fisioterapeutas e massagistas, aos técnicos de equipamentos, todos têm e devem rumar para o mesmo objectivo. Sem essa união nada feito. O actual sucesso do Vitória SC deve-se não só ao seu treinador mas concerteza também a uma equipa pluridisciplinar, séria e capaz. Por isso não se estranha que ontem "O Jogo" tenha dedicado quase uma página ao adjunto de Manuel Machado, José Pedro, jovem licenciado em educação física e que já tem um currículo desportivo apreciável. Segundo muitos o segredo deste clube e da saúde física dos jogadores deve-se a José Pedro. Acredito que seja verdade dada a forma como o Vitória dizimou o Sporting nos últimos minutos do jogo da última 2ª feira, tendo demonstrado uma enorme capacidade física.

Nilson e Ricardo


As palavras de Nilson a propósito das declarações de Vitor Pereira, lembraram-me os 1/4 de final do Euro 2004, quando Ricardo tirou as luvas. Agora passados seis anos começa-se a perceber a atitude do guarda-redes da selecção nacional. Tirou as luvas para enganar o jogador inglês que ia marcar a grande penalidade. Se a moda pega os árbitros começam a não ter referências nestas situações. Não teria sido mais fácil dizer: "Enganou-se!". Acontece a todos, que levante o braço quem nunca errou. Um episódio insólito.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Gota de água



Chovia no Olímpico de Roma quando surgiu esta extraordinária foto tirada durante o Roma/Fiorentina, onde se vê Gilardino envolvido numa gota de água. Uma imagem quase irreal.

Chico Buarque





Coloquei em 19 e 24 de Julho de 2009 duas entradas sobre "Leite Derramado" de Chico Buarque, e na altura disse que tinha adorado o livro. Agora, no Brasil, a PT decidiu atribuir-lhe o seu prémio, em cerimónia a que presidiu Zeinal Bava. Conheci Chico Buarque num jogo das estrelas organizado pelo Luís Figo, em Alvalade, salvo erro em 2007. Aliás aquele banco estava cheio de estrelas, verdadeiras, porque para além dele também por lá passou Eros Ramazzotti. Scolari era o treinador e curiosamente Paulo Bento era um dos treinadores da equipa adversária, penso com Humberto Coelho. Foi um momento divertido e que fica para a história de quem participou.

Blanc mais blanc não há

Laurent Blanc, Seleccionador francês, em entrevista, declarou que deveriam haver mais jogos de selecções nacionais durante o ano. Tenho lido e ouvido tantas propostas sobre este tema sem que se chegue a alguma conclusão. Desde a criação de um espaço temporal para as qualificações com a realização de jogos particulares durante o ano somente com jogadores não envolvidos nas competições europeias, à criação de duas divisões europeias com grupos mais fortes na primeira divisão ou até a outras propostas, mais ou menos maximalistas, conforme os seus autores, clubes ou federações. Qualquer destas propostas esbarra sempre com uma questão fundamental: "Quem paga aos jogadores?". E este é de facto o problema fulcral. Parece também que a UEFA e a FIFA, não têm conseguido chegar a um consenso alargado, mantendo-se sempre na retaguarda dos grandes clubes e indo quase sempre a seu reboque, desde que estes não invertam as suas posições sobre a Champions League, os Euros e os Mundiais. Por muitos e belos discursos que os seus principais dirigentes vêm fazendo sobre a matéria, a realidade é que as selecções têm vindo a perder terreno, como se verificou agora com a proposta dos jogos às 6ªs e 3ªs feiras, quando haveria naturalmente outras soluções não penalizadoras dos clubes. Repare-se, na situação verdadeiramente curiosa, de no próximo campeonato da europa sub/21, 2011/13, os jogos destas equipas, caso não exista acordo entre elas, terem também lugar, segundo o regulamento já divulgado pela UEFA, nos mesmos dias que os jogos dos "AA". Ou seja, se já é difícil mobilizar público às sextas-feiras para os jogos principais, dado que os adeptos de selecção têm características diferentes dos habituais frequentadores dos jogos dos clubes, com dois jogos no mesmo dia, nem na televisão vêm os dos sub/21. Assuntos que estão a penalizar as selecções nacionais e que merecem revisão.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Râguebi ou Wrestling



O australiano Greg Bird à direita num confronto com o neozelandês Shaun Kenny-Dowall, durante o Torneio das Quatro Nações, que decorreu em Auckland.

Brasil/Argentina



Segundo a FIFA, o confronto Brasil/Argentina, será um jogo aguardado com enorme curiosidade por força de várias novidades, desde os técnicos em estreia nestes jogos, aos novos jogadores, aos regressos, tudo se prepara para que este jogo seja um acontecimento no mundo do futebol. E o Portugal/Espanha? Se em Doha existe Messi, em Lisboa estará Cristiano Ronaldo. Se regressa Ronaldinho o que se dirá à presença na Luz, de Casillas, Ricardo Carvalho, Iniesta, Pepe e Xavi? Falando de Pato e Neymar o que dizer de Nani e Pedro? E se verificarmos as performances das quatro equipas nos seis últimos anos verifica-se que o grande protagonismo se aproxima mais do jogo de Lisboa. É verdade que a história e o peso das camisolas está ainda mais forte na América do Sul, mas na realidade, mesmo com a extraordinária capacidade dos brasileiros e argentinos, Lisboa, na minha opinião, será a capital dos jogos de preparação do dia 17 de Novembro.

Angola

Tem sido muito comentada a actual deslocação do SL Benfica a Angola. Normal haver opiniões contraditórias quando se vive em liberdade. Mas se essa é uma realidade, não é menos verdade que os dirigentes dos clubes, neste caso do lisboeta, têm todo o direito a optarem por esta digressão do clube que dirigem. Pode haver prejuízos desportivos numa viagem deste tipo, mas não será que os clubes têm os seus próprios órgãos de controlo da actividade dos seus dirigentes, assembleias gerais, onde podem ser criticados e eventualmente penalizados? Não me parece que estas decisões, boas ou más, tenham que ter o consentimento da opinião pública para serem tomadas. Liberdade para uns, jornalistas e leitores, mas também liberdade para outros, dirigentes, agirem dentro das suas competências. A gestão de uma instituição deste tipo e com esta grandeza não pode estar dependente do que pensam ou não os adeptos fora do circulo normal dos órgãos avalizados para o fazer.

terça-feira, novembro 09, 2010

Comunidade luso-brasileira



Em grande forma, dinâmica, aí está a comunidade luso-brasileira do Real Madrid, neste caso personalizada por Marcelo, Pepe e Cristiano Ronaldo, faltando Ricardo Carvalho um dos marcadores do último jogo do clube, no passado fim-de-semana.

Actividades

Mais dois estágios de preparação para as selecções nacionais sub/17 e sub/18. A mais nova reiniciando a sua actividade já com vista ao torneio de elite da UEFA, enquanto o escalão seguinte, preparando dois jogos que aí vêm com Montenegro, dado que não existe competição oficial para esta idade. Como quase sempre a maioria dos jovens jogadores vêm dos três grandes, trinta e nove em quarenta e nove jogadores, quase oitenta por cento. Realce também para a convocatória de três jogadores que se encontram a jogar no estrangeiro, Mickael Bernardo, do Guingamp, de França e Mesca, do Chelsea e Toni Brito Silva do Liverpool, de Inglaterra, embora os dois últimos tenham sido dispensados.

Os culpados


É a lei do futebol. Não o deveria ser, mas de facto não se pode mudar o mundo. Quando uma equipa perde, e por números substanciais, o treinador fica quase sempre na corda bamba. É a cultura latina no desporto-rei. Em Inglaterra, e noutros países, há sempre alguma compreensão antes de posições tão dramáticas e tão "acusatórias". Salienta-se mais o que de positivo teve o jogo do que os eventuais erros que os diversos intervenientes tenham cometido. Em Portugal é sempre o oito ou o oitenta. Como se comprova com Jorge Jesus. De bestial a besta vai um curto passo. A leitura das capas dos três jornais desportivos "culpabiliza" o treinador benfiquista pelo desaire do Dragão. Esquecemo-nos que talvez o verdadeiro culpado tenha sido a equipa do FC Porto, que anteontem foi mais forte, mais organizada e mais consistente. O que é perfeitamente normal em qualquer desporto, ganha-se umas vezes, perde-se outras e por vezes empata-se. Mas a paixão, quase sempre, pela força dos adversários em campo, cega-nos. Ontem de vermelho, outras de verde, menos vezes, este ano, de azul. O futebol também cresce por isso, e é de facto um fenómeno único nas nossas vidas. Os treinadores é que sofrem com esta situação limite de análise das situações.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Regresso a casa


Quando se regressa a casa depois de uma longa, ou curta, ausência, a sensação é sempre de conforto. Seja a nossa casa uma rica moradia ou simplesmente um modesto apartamento, essa sensação de estar no que é nosso é sempre agradável. É o que vai acontecer com a selecção nacional, no próximo dia 15, pelas 17.00 horas, para um ligeiro treino que decorrerá no Estádio Nacional, de preparação para o Portugal/Espanha, de 17 do corrente. Todos sabemos que poderá não ter o melhor relvado do mundo, e não o tem, que não terá as melhores e mais modernas condições de trabalho, e de facto não as possui, mas em contrapartida é um espaço nobre, com tradições e história, e é de todos. As selecções nacionais de futebol, por tudo o que têm conseguido para o país nestes últimos vinte e cinco anos, mereceriam que se olhasse para aquele local com outra atenção e que ao futebol fossem dadas as mesmas condições que a outras modalidades, justamente, têm sido dadas. Este é o local adequado, de raiz e de história para o trabalho das equipas nacionais. A verdadeira casa das selecções nacionais. O resto é virtual.

Selecção Feminina de Futsal


Depois de uma paragem de alguns anos, a selecção nacional feminina de futsal vai recomeçar as suas actividades, também experimentalmente, participando num mundial piloto da modalidade, organizado pela Federação Espanhola. Espera-se que haja continuidade mas sobretudo que as entidades que organizam a modalidade a nível internacional ajam no sentido de criarem competições para que as federações se sintam motivadas a formalizar as selecções nacionais. Sem essas actividades continuo a achar que muito dificilmente as federações se interessem por desenvolver as selecções.

domingo, novembro 07, 2010

Apesar de tudo

Apesar de tudo um jogo quase tranquilo. Com excepção dos momentos em que se jogou golfe contra as costas dos jogadores, da cabeça perdida de alguns jogadores benfiquistas, de algum desnorte na estratégia dos encarnados, apesar de tudo isso nada está ainda perdido para a equipa lisboeta, mas...dez pontos já é uma distância acentuada. É pena para a competição que deixa de ter praticamente adversários para o primeiro lugar do FC Porto, mas o futebol é assim mesmo, marca e ganha quem sabe e pode. Foi o caso.

O futebol perde

Vai começar o clássico dentro em pouco. Na minha opinião, aconteça o que acontecer durante o jogo, e esperemos que durante o jogo só aconteça futebol jogado, o próprio futebol já perdeu. Para se assistir a um jogo, por mais importante que seja, são precisos estes meios? Lamentável.

Os vermelhos



Passando por um momento difícil na Liga Inglesa, os "reds", estão muito amarelos! O Raul Meireles, joga a 10, 8, em lugares pouco habituais, à esquerda, à direita, não se fixando onde sabe jogar, parecendo, como o clube, que está no mar, um pouco à deriva. A sua qualidade naquele futebol de improvisos vai dando para se aguentar. No entanto, nem a boa disposição de Gerrard e Carragher disfarçam a situação pouco cómoda em que vivem. Roy Hodgson, o comandante, parece perdido numa tempestade para a qual, parece-me, não estaria preparado. Que se cuide porque os novos donos do clube, os americanos, devem estar com a faca afiada!
Nota: Mais depressa falasse, mais depressa começariam a resolver a questão. Ainda bem.

Liga de Espanha

Com o título "Liga Espanhola está condenada à destruição", Santiago Segurola, Director de "A Marca" publicou esta semana o seguinte texto que é arrasador para o modelo organizativo e financeiro da liga do país vizinho.
A Liga espanhola está condenada a repetir-se. Cada temporada será a mesma que a anterior, com uma única diferença; o vencedor. Será o Barça - como nas últimas edições - ou o Real Madrid. É impossível pensarmos numa alternativa.

Os optimistas consideravam que este ano oferecia boas possibilidades ao Valência, Villarreal, Sevilha e Atlético de Madrid. Se não conseguissem ser campeões, pelo menos podiam ameaçar os dois colossos do futebol espanhol. A última jornada funcionou como um banho de realidade: os gigantes voltam a estar sós. Villarreal, Atlético de Madrid, e Valência empataram e o Sevilha até perdeu, humilhado em Camp Nou. Encaixou cinco golos.

O campeonato está submetido a um processo de destruição. O Real Madrid e o Barcelona recebem mais dinheiro de direitos televisivos que qualquer outro clube no mundo. Cada um cobra 120 milhões de euros pelo seu contrato com a empresa Mediapro. O terceiro clube no ranking é o Valência, com 44 milhões de euros. Segue-se o At. Madrid, com 42 milhões. Equipas como o Sevilha ou o Atlético de Bilbau - dois clubes de tradição em Espanha - recebem sensivelmente 20 milhões. E assim será até 2015. Cada temporada que passa agudiza mais as diferenças, que já são abissais. A competição está destruída, a maioria dos clubes encontra-se na bancarrota e os adeptos cada vez encontram menos motivos para sonharem com as suas equipas. O seu destino está traçado: a mediocridade.

A diferença também é escandalosa no que diz respeito às grandes potências do futebol europeu. A Juventus, o Inter de Milão e o AC Milan recebem, aproximadamente, 88 milhões de euros pelo contrato televisivo em Itália, que factura quase 50% mais que o mercado televisivo espanhol. Na Premier League, o sistema de distribuição concede 66 milhões de euros ao Manchester United. Na época passada, o clube que menos dinheiro recebeu foi o Middlesbrough; 40 milhões de euros, quase o mesmo valor que o Valência e o Atlético de Madrid tiveram direito.

Se, por outro lado, a Premier League e a Bundesliga se preocupam em manter uma fórmula equitativa que protege todos os clubes, a Liga espanhola distingue-se pelos enormes privilégios de dois clubes e a brutal diferença que os separa dos restantes. Resultado? Uma competição ferida de morte. Com o actual sistema, que seguramente se repetirá a partir de 2015 - último ano do actual contrato -, o futebol espanhol está condenado à destruição. A Liga espanhola não é uma competição real. É um lamentável simulacro.

Na época passada, o Barcelona obteve 99 dos 114 pontos que disputou. O Real Madrid conseguiu 96 e fez 102 golos. Perdeu a Liga porque foi derrotado nos dois jogos com o Barcelona. No fim de contas, a Liga resume-se ao duelo - primeiro em Camp Nou e depois no Bernabéu - entre as duas equipas. O restante tem, apenas, um valor ornamental. É comovente o esforço de equipas como o Hércules, recém-promovido à primeira divisão. Frente ao Real Madrid adiantou-se com um golo madrugador de Trezeguet. O sacrifício para manter a vantagem foi algo de dramático. O Real Madrid reagiu e marcou três golos na segunda parte. Ninguém pensou, por um momento que fosse, numa possível surpresa. É uma Liga sem nuances, empobrecida por um capitalismo selvagem que não atende os interesses do futebol em geral, apenas aos interesses muito particulares de dois clubes que não têm a mínima solidariedade.

Realmente com valores destes será um milagre que os clubes portugueses e de ligas com a dimensão da nossa possam competir internacionalmente com Barcelona e Real Madrid. Juntando a estes dois, o Manchester United, mais dois ou três clubes em Inglaterra, Inter e Milan em Itália e talvez Bayern na Alemanha, o fosso é deveras profundo.

sábado, novembro 06, 2010

Selecção Feminina


Descobri esta foto da Selecção Feminina, tirada durante a sua primeira fase, nos anos oitenta. Reconheço unicamente uma atleta, Alfredina, e um dirigente, Adriano Pinto, Presidente da AF Porto, já falecido. Alguém quer dar uma ajuda para identificar os restantes elementos, particularmente as atletas? Ajudaria a fazer um pouco de história desta Selecção Nacional.
Nota em 7.11: Recebi um sms identificando o dirigente de boné, ao lado de Adriano Pinto, chamava-se Helder Rocha, era director da FPF, e também já faleceu.

Guarda-redes

É uma opinião, válida, construtiva de alguém que viveu/vive esta realidade como ninguém: "Ricardo olha para a escassez de guarda-redes portugueses na Liga como uma consequência da aposta «no barato e acessível, ao invés da formação». Perante o desolador cenário actual, o internacional português defende um trabalho de fundo, que se centre não só nas questões técnicas, mas sobretudo na preparação mental.


Na opinião do antigo guarda-redes de Boavista e Sporting, a diferença está na autoconfiança. «Ao longo da carreira vi muitos jovens com qualidade, mas sem preparação mental», reitera, antes de dar um exemplo da importância de uma mentalidade forte: «O Kahn era um guarda-redes fantástico, mas valia pela sua autoconfiança. Era um guerreiro. Tecnicamente era fraco, estava até longe do nosso nível. Os portugueses precisam de acreditar mais em si próprios. Portugal tem uma história de excelentes guarda-redes, que estiveram entre os melhores do Mundo»"


Ricardo aborda uma questão séria. Ciclicamente acontecem situações destas, quer com os guarda-redes quer com outras posições nas equipas, pontas-de-lança, defesas-esquerdos, etc.. Terão de se e,ncontrar soluções para estes problemas que afectam não só os nossos clubes mas também e notoriamente as selecções nacionais.

Tiago

Não há dúvida que foi um extraordinário golo. Não teve o mediatismo que normalmente teria se tivesse sido feito por um dos grandes jogadores do momento, Messi, Cristiano Ronaldo ou Eto'o. Ainda por cima Tiago joga no Atlético Madrid, um clube com pouca projecção no mundo dos poderosos, mesmo tendo vencido a Liga Europa. Mas o que Tiago fez, é digno dos grandes jogadores que ficam para a história. Mas enfim, é um médio, marca pouco, não tem grande projecção internacional, é português, por isso poucos falarão dele. Mas que foi fantástico lá isso foi.


sexta-feira, novembro 05, 2010

Os monstros



Ciclicamente, sem que ninguém espere, surge a violência no futebol. Nas Honduras, El Salvador, ou em Itália, como em tantos outros locais, os monstros estão sempre prontos atacar. Como se vê nesta foto do último Itália/Sérvia, de Outubro último, em Génova.

Mau e bom carácter


Protagonizaram num campo desportivo a mais mediática das agressões de que há memória. Refiro-me a Materazzi e Zidane. Palavras de um, cabeçada de outro, situação não normal mas que acontece de quando em vez. Só que estavam a disputar a final do mundial 2006, e esse incidente foi mediatizado de uma forma milimétrica, com os nomes utilizados e a pressão da cabeça de Zidane sobre o peito de Materazzi. Não devia nunca ter acontecido e muito menos numa final e sobretudo com Zidane, um jogador, um artista como poucos, que não deveria ter terminado a sua carreira daquela forma e naquele momento tão importante da sua vida profissional como atleta. Foi pena mas é assim, não se pode rebobinar as nossas vidas. Pareceria que jamais se reencontrariam e se falariam, no entanto, num encontro casual, não organizado, acabou por surgir a reconciliação. O que prova que o futebol tendo muitas coisas negativas, tem também a capacidade de se regenerar e fazer com que os seus intérpretes, por mais famosos que sejam, são capazes de ultrapassar problemas bem complicados. Algo que noutras áreas da vida seria difícil de acontecer.







quinta-feira, novembro 04, 2010

Maradona e os seis

Foto: Steve Powell


Nunca estava só. Havia sempre uma côrte de adversários a rodeá-lo. Em 1982, no seu primeiro mundial, em Espanha, contra a Bélgica.

Nelo Vingada


Nelo Vingada, treinador do FC Seoul, venceu o penúltimo jogo da série regular do campeonato sul-coreano, ascendendo assim ao primeiro lugar da tabela. Neste momento, para ratificar este lugar, e encarar os play-off numa situação de grande tranquilidade, basta tão-só fazer na próxima jornada o mesmo resultado que o seu adversário directo o Jeju United. Curiosamente o Jeju é dirigido por um jovem treinador, de seu nome Michael Kim, que conheço há cerca de oito anos e que foi um antigo assistente da FIFA no mundial de 2002. Michael Kim, nessa prova, era um dos responsáveis pelos centros de treino, e com ele viajei por bastantes locais da Coreia. Penso que se terá licenciado no Canadá e voltado à ao seu país para dirigir a Selecção Sub/17, sendo agora treinador desse clube numa ilha com o mesmo nome - Jeju - do sul da Coreia. Espero que Nelo Vingada vença esse campeonato e que prossiga um currículo bem preenchido com outras vitórias importantes na Arábia Saudita - Taça da Ásia o equivalente ao Euro - e no Egipto com o Zamalek. Em Portugal, como outros, não tem lugar.

Os portugueses


No jogo de anteontem do SL Benfica, além dos factos que todos conhecemos que quase originaram uma reviravolta do marcador, a maior saliência vai, na minha opinião, para dois jogadores, Carlos Martins e Fábio Coentrão. Curiosamente dois dos três únicos portugueses que estiveram em campo. E esta questão leva-nos mais uma vez à discussão sobre o papel que o jogador nascido em Portugal tem nos clubes portugueses. Não tenho dúvidas que a sua entrega é sempre superior à da maioria dos atletas estrangeiros. Nalguns casos, mesmo não sendo melhores jogadores, conseguem ter uma ligação mais efectiva aos emblemas que representam, porque joga a seu favor a cultura e a tradição. Podem dizer que neste caso sou nacionalista, mas não vejo como não tenha razão e continuo sem compreender como não se aposta e investe mais nos nossos jovens. Aos estrangeiros, normalmente, vai-se perdoando a falta de entrega e dedicação, argumentando-se sempre que estão em fase de adaptação. Aos portugueses, se não foram muito fortes psicologicamente, e capazes de resistir a todas as dificuldades que lhes são criadas no seu crescimento, rapidamente se passa um atestado de incapacidade e são despachados para a 2ª divisão. E a essa situação nem todos resistem, acabando por se perder muitos pelo caminho.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Parc Lescure


Foto da Selecção Nacional "BB", antes de um jogo com a França, disputado em 3 de Maio de 1947, em Bordéus, no Parc Lescure. Este estádio é o mesmo onde ainda joga o Bordéus, mas actualmente tem o nome de Stade Jacques Chaban-Delmas, vendo-se como curiosidade, que o recinto estava cheio. Por Portugal jogaram: Barrigana (FC Porto), Jacinto do Carmo (Benfica), Carlos Canário (Sporting), Octávio Barrosa (Sporting), Pacheco (Académico FC), José L.Barbosa (FC Porto), Bravo (Estoril-Praia), Fernando Caiado (Boavista), Manuel Marques (Sporting), Julinho (Benfica) e Albano (Sporting). Ao intervalo Patalino ("O Elvas") substituiu Julinho. A Selecção Nacional perdeu por 4/2 e ambos os golos foram marcados por Patalino. O único jogador que reconheço na foto é Fernando Caiado o sexto a contar da esquerda...ou da direita.

Scolari


Eu sei que muitos não gostam de Luiz Felipe Scolari e têm esse direito. Eu, como sabem, gosto, do técnico e da pessoa. E conheço-o bem por que trabalhei, colaborei, com o técnico brasileiro durante cinco anos. Ficámos amigos, mas não é por isso que faço esta entrada. Luiz Felipe Scolari deu uma entrevista ao http://www.fifa.com/ em que define as suas qualidades como treinador e sobretudo humanas. Recomendo a sua leitura completa para que se possa perceber melhor o seu pensamento e ideias.

E o que faltou para que isso acontecesse no Chelsea, seu trabalho que durou menos tempo?
Faltou a direção do clube entender que, naquele momento, eu precisava de mais suporte. A direção teve receio - e eu entendi na época e entendo até hoje - porque nós não tínhamos ganho nenhum clássico. Mas tínhamos ganho todos os outros jogos, que nos deixavam a dois ou três pontos da liderança. E ali havia situações com alguns jogadores importantes que geravam dúvidas sobre o ambiente. Isso porque eu havia tomado posições que outros técnicos não tomaram. Então, o ambiente não era de domínio total meu, porque eu sofria alguma resistência, principalmente de dois ou três jogadores que tentaram se impor de uma forma que não era correta. Só que a importância dada por mim a esses jogadores não havia sido dada antes. Quis que eles se recuperassem não apenas para o Chelsea, mas para o resto das suas carreiras. E os próprios jogadores não entenderam assim, porque queriam entrar em todos os jogos. Esse foi um dos problemas.

Os clubes europeus, quando contratam técnico sul-americano, têm dúvidas sobre como eles trabalham. Nós temos nosso estilo de treinamento, e claro que algumas adaptações são feitas, mas devem ser das duas partes: dos jogadores e do técnico. São culturas que vão se juntar. Então, eu cheguei com uma forma de trabalhar que não era identificada com o futebol inglês. Na América do Sul, nós trabalhamos muito com fundamentos. Quando temos a semana toda de treinos, por exemplo, fazemos coletivo entre titulares e reservas, e lá isso não é comum. Isso também ajudou a que eu não permanecesse. Mas eu continuei com meu trabalho e sei que alguns jogadores, com isso, evoluíram. Por exemplo, o Anelka, que nem era usado, não se tornou de um dia para outro o goleador do Chelsea. O Ashley Cole não usava o pé direito e depois fez até gol assim. O Kalou, que era um jogador só de velocidade e tinha dificuldade para o drible, aprendeu a driblar estaca. A estaca está fincada no chão? Ok, mas serviu para depois começar a driblar os adversários, coisa que hoje ele faz. O próprio Drogba, que tinha uma lesão grave no joelho, hoje está curado graças ao meu trabalho. Não só do departamento medico, mas o meu, porque não aceitei que ele jogasse com problemas e, por isso, tive até dificuldades de relacionamento. Mas, daqui a 20 ou 30 anos, quando dois ou três estiverem caminhando sem problemas, eles vão se lembrar de mim. E, se não se lembrarem, eu fico feliz mesmo assim, porque sei que essa é minha forma de agir. Eu tenho 62 anos e estou inteiro porque meus técnicos me preservaram. Nunca falei isso antes e não falo agora para justificar nada. Entendi que não ganhava os clássicos, que estávamos dois pontos atrás do líder e que havia alguns problemas de relacionamento. E pronto. Fiquei triste, porque queria permanecer e gostava. Acho o futebol inglês maravilhoso. Mas, tive que sair e saí.

Essa situação poderia ter sido diferente se não houvesse a barreira do idioma para superar?
Seria muito mais fácil para mim, porque usaria não apenas as palavras normais, mas outras que muitas vezes se usam num campo de futebol. São palavras um pouco mais fortes, e às vezes um jogador de futebol entende mais aquilo do que uma conversa de amigo. Seria diferente, sim. Você tem que procurar palavras, interrompe seu pensamento e muitas vezes não sai a coisa certa. Agora, se é em português, eu digo aquilo que tenho que dizer, ainda aumento um pouco mais e pronto.



Momentos



Há momentos diferentes durante um jogo de futebol. No início das partidas, quando se experimenta o adversário, a sua defesa, o seu sector intermediário, quando se testam as nossas próprias capacidades quando se verifica a nossa própria consistência táctica, enfim alguns períodos de adaptação ao jogo, ao adversário e ao...árbitro. Nesses momentos iniciais, rapidamente se entende para onde cai o árbitro, a sua (im)parcialidade, por onde o adversário mais se expõe, onde se encontram as suas fragilidades mais notórias, tudo isso num curto espaço de tempo. Quando a outra equipa se refugia e se amedontra, com as nossas capacidades, com o público, com algum jogador em especial, isso sente-se, e os nossos rapidamente exploram essas fraquezas. Foi assim ontem à noite na Luz. Os jogadores do Benfica bem cedo sentiram que aquela podia ser a noite. E aconteceu, perante um Lyon frágil, com medo, receoso. 1, 2, 3 e 4. Tudo parecendo fácil, bem executado, em velocidade estonteante. Contudo nem tudo o que parece é, e um jogo tem 90+ x minutos, e é necessário estar com atenção aos diversos sinais que vão chegando, a alguns jogadores fundamentais que abrandam, se escondem, esgotados por vezes, pensando provavelmente próximo jogo... que podem dar aos contrários os sinais de que algo pode acontecer, mudar. Os momentos da mudança, podem sempre chegar, a qualquer altura. E chegaram. Sobranceria, de um ou outro jovem, um ou outro erro da defesa, um abrandamento quase colectivo, alguma falta de experiência, uns nervos a mais ou a menos, deram a perceber aos jogadores franceses que o "seu" momento podia chegar. E chegou. E de repente tudo abanou. Como foram os 4, apareceram 3, e uma vantagem preciosa em golos desvaneceu-se. Foi pena, porque poderia ter sido uma noite gloriosa para o futebol português. Salvou-se no final a vitória, o bem mais precioso e fundamental, mas ficou um ligeiro amargo de boca de todos os portugueses que viram o jogo. Ganhar, e por muitos, aos franceses, é algo que dá sempre prazer. Siga a banda e a águia que vem aí mais jogo e agora está tudo em aberto.

terça-feira, novembro 02, 2010

História





Fotos da Selecção Nacional e de revistas alemãs da época, com imagens curiosas do jogo Alemanha/Portugal, disputado em 24 de Abril de 1938, em Frankfurt/Oder. O resultado foi de 1/1 e o golo de Portugal foi marcado por Pinga. Portugal jogou com Azevedo (Sporting), Gustavo Teixeira (Benfica), Carlos Pereira (FC Porto), Mourão (Sporting), João Cruz (Sporting), José Simões (Belenenses), Mariano Amaro (Belenenses), Soeiro (Sporting), Francisco Albino (Benfica), Pinga (FC Porto) e Peyroteo (Sporting). Na foto da equipa aparece um segundo guarda-redes, que não jogou, e que desconheço de quem se trata. O Seleccionador Nacional era Cândido Oliveira. O que lhe deve ter custado ver aquela saudação! Já lá vão 72 anos.

Sir Alex

MSK Zilina (Eslováquia)

Quando se é Sir pode-se dizer tudo, até coisas menos certas. Se é evidente que na primeira fase do mundial se assistem a jogos com menor interesse, não é menos verdade que na Champions acontece o mesmo.
Só praticamente na segunda fase se começam a assistir a jogos estupendos. No mundial, só quando se começam a disputar os 1/16 avos de final, se assiste a um maior número de excelentes jogos e a uma maior emotividade fruto do mata-mata. O que acontece é que um mundial é disputado num curto período de tempo e a Champions vai sendo disputada por toda uma época, havendo sempre alguns bons jogos que vão tapando a mediocridade global da primeira fase. No mundial vê-se praticamente tudo dado que existem só três jogos por dia. Será que os jogos do Rubin, do Bursaspor, do Twente, do Hapoel Telavive, do Basileia, do Cluj, do Zilina, do Auxerre, entre outros, são assim tão excitantes?

Não tenho dúvidas que a descentralização da Champions que permitiu a entrada de pequenos clubes ajudará o desenvolvimento do futebol europeu, mas também não tenho dúvidas que a qualidade da prova baixou. Tal como no mundial quando se passou de 24 para 32 equipas e como acontecerá no Euro quando se passar, em 2016, para 24 equipas.


segunda-feira, novembro 01, 2010

Quem tem razão?

A história do costume. Um jogo, duas equipas, um árbitro, um protesta, outro elogia. Vejamos as declarações de representantes das equipas após o Atlético MG/Botafogo:
"Estive na CBF na quinta-feira e conversei com o Sérgio Correa. Fiz um círculo no nome do Roman e perguntei o que fiz a Deus para merecer este juiz em jogos quase seguidos no meu campo. Ele me chamou de palhaço, e eu disse que é mal-intencionado", afirmou o presidente do clube mineiro.

"Mas na CBF não adianta nada. Eles nos tratam muito bem lá. Só que ele (Roman) é o rei da escala do Botafogo. Apitou uns três ou quatro jogos do Botafogo. Amarra daqui e segura dali... O Jobson bate a bola, xinga e não acontece nada. O Roman é profissional", ironizou Kalil.

A vitória do Botafogo por 2 a 0 sobre o Atlético-MG, neste sábado, em Sete Lagoas (MG), mudou o ânimo do técnico Joel Santana. Reconhecido pelas constantes reclamações contra a arbitragem, o treinador não economizou elogios até ao juiz do jogo, Evandro Rogério Roman.

“Foi uma arbitragem perfeita, com uma firmeza que há muito tempo eu não vejo. Esse árbitro está de parabéns”, elogiou Joel, surpreendendo os repórteres nos vestiários da Arena do Jacaré.
Lá como cá!

Sintético

Segundo o seu Presidente, José Eduardo Bettencourt, o Sporting irá instalar um relvado sintético para a próxima época, dadas as condições com que normalmente se apresenta o actual, de relva natural. Se por razões de (má) construção do estádio, ou outras, que desconheço, é um facto que os diversos relvados colocados em Alvalade se têm revelado uma lástima. Por falta de circulação do ar? Por má orientação face ao sol? Por outros factores? Não sei de facto e não me parece que seja devido ao factor humano dado que possuímos inúmeros técnicos de qualidade no país. Disse ainda JEB que o Sporting sempre que joga em casa é como se jogasse fora, dadas as péssimas condições que encontra e que só favorecem o adversário. É um passo arriscado mas se calhar um passo que está virado para o futuro. Mais caro na instalação, tem porém uma maior duração, uma menor manutenção, na prática, custos menores. Se não é inédito em Portugal dado já existirem dezenas de outros sintéticos espalhados pelas divisões menores, será no entanto uma estreia absoluta no futebol de elite. Um caso a acompanhar não só pelos sportinguistas, mas também pelos dirigentes de muitos outros clubes que têm exactamente os mesmos problemas nos seus estádios.