sábado, outubro 09, 2010

Equipas B

Foi notícia nos jornais de ontem a possibilidade de a Liga, entre outras propostas, poder voltar a promover a constituição das equipas B, um projecto lançado pela FPF, e que será uma medida importante e de realçar. Aqui há uns anos, o Dr. Alberto Silveira, quando entrou na FPF como vice-presidente, a propósito de algumas questões que ia levantando, obtinha invariavelmente dos técnicos a seguinte resposta: "Sim, está correcto, já fizemos isso". Ao fim de várias respostas sobre o assunto, começou a dizer: "Ok, se já faziam isso, e se hoje consideram essa medida importante, qual a razão, porque pararam?". É de facto o que acontece hoje com esta oportuna proposta. Se já fizemos bem, porque parámos? Haverá respostas lógicas a essa pergunta, e as questões da altura voltarão a ser recolocadas, mas o lançamento do assunto na agenda política/desportiva é já de si um passo significativo e de aplaudir.

Unidade





Foi um excelente jogo da Selecção Nacional aquele que aconteceu ontem no Dragão. Uma equipa motivada, com determinação, jogou da forma que os jogadores portugueses sempre fizeram, com a bola no pé, com passes curtos e em velocidade. A técnica ao serviço do colectivo, tendo havido momentos de grande qualidade. Agora é recuperar e ganhar na Islândia para que tudo se comece a compor. Os erros cometidos na primeira jornada do Euro 2012, estou convicto, serão ultrapassados.




sexta-feira, outubro 08, 2010

História

Foto: Francisco Paraíso


Uma foto do último jogo Portugal/Dinamarca, disputado em Alvalade, em 2008, e que tem a particularidade de mostrar um duelo que nunca mais acontecerá em jogos entre as duas selecções. Bendtner está lesionado e não jogará hoje e Paulo Ferreira abandonou a Selecção Nacional. Talvez ao serviço dos seus clubes, Arsenal e Chelsea, isso possa voltar a acontecer.

Sub/20

A Selecção Nacional Sub/20 iniciou o seu programa de jogos de preparação, defrontando a França, campeã europeia de sub/19 e conseguindo um excelente empate por 3/3. Marcar fora de casa três golos é sempre de louvar. Em ano/época de preparação da presença no campeonato do mundo da Colômbia, em 2011, destaque para Nelson Oliveira que marcou dois dos golos de Portugal.

O jogo


Depois de uma rápida viagem de pouco mais de duas horas, o reencontro com a cidade do Porto, onde a selecção nacional já alcançou tantos êxitos. À tarde, um treino de adaptação ao relvado, iniciando-se desse modo a preparação final para o jogo. Estou convicto, além do desejo, de que será uma noite boa para a selecção. Não terá talvez o enquadramento humano que se desejaria, até por força de um tempo instável, com chuva e frio, mas aqueles que estiverem no estádio não se irão arrepender.

quinta-feira, outubro 07, 2010

José Garrido


Em princípios de 2007 desloquei-me ao Kuwait para organizar a estadia da Selecção Nacional que em Junho desse ano jogaria nesse país. No dia seguinte à minha chegada fui informado por alguém da federação local que à noite teria lugar um jogo em que as duas equipas teriam como treinadores dois portugueses, José Rachão e José Garrido. À hora marcada desloquei-me ao estádio para ver o jogo e cumprimentar os nossos compatriotas e ao mesmo tempo, combinar desde logo, um jantar quando a Selecção Nacional estivesse no Koweit. Assim aconteceu e nesse jantar, de muito boa disposição, juntaram-se três pessoas extrovertidas e que gostavam de boas histórias, Scolari, Murtosa e Rachão. Foi uma noite de riso e histórias do futebol, algumas delas caricatas. Garrido, mais discreto, assistia e falava de coisas mais "sérias". Pelo seu percurso no médio-oriente deu para entender o grande prestígio que gozava nessa zona. Esta quase final da AFC Cup, dá a entender que o sucesso continua e esse prestígio deve ter crescido. Em Portugal, José Garrido, é pouco conhecido como treinador, e foi preciso, como tantos outros, sair para o estrangeiro para alcançar o sucesso.

Dinamarca


A Dinamarca é um adversário difícil como o comprovam os últimos jogos que realizou com Portugal. Em 2006, perdemos por 4/2, em Brondby, no dia que Nani se estreou. Em 2008, em Alvalade, nova derrota, por 3/2 e finalmente em 2009, em Copenhaga, um empate a 1/1, num jogo em que fomos claramente prejudicados pela arbitragem. De qualquer forma a Dinamarca é uma equipa muito bem organizada, com um treinador experiente e com jogadores de qualidade. Ontem fez o seu treino de adaptação ao Dragão e hoje terão novo treino no Pedroso. O público terá de ter uma presença forte e apoio constante à equipa. Esse é o maior e único pedido que se pode fazer neste momento. Estou convicto que os adeptos da cidade do Porto e do norte do país vão corresponder, como aliás sempre o fizeram.

Jogos à segunda-feira

Pauleta e muito bem, levantou a questão dos jogos à 2ª feira antes da jornada das selecções nacionais. Em Portugal, o único país onde isso acontece, mistura-se tudo, mas o que conta realmente são os nossos interesses momentâneos. Os grandes clubes europeus, e com alguma razão, exigiram que os jogos das selecções fossem disputados às sextas e terças-feiras. Tudo bem, mas a UEFA deveria ter definido claramente a proibição de jogos às segundas-feiras. Não o fez e os clubes, logicamente, aproveitam. Em toda a Europa, quem jogou a Liga Europa, jogou nas respectivas ligas ao Domingo. Em Portugal foi o que se viu.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Justiça

Sinceramente, li e não queria acreditar, no que via. Dois processos a magistrados, um por ter vendido um bilhete na candonga para um concerto da Madonna, bilhete que custava 60 euros e vendido por 450 euros, e outro, pelo facto de ser procurador, utilizar à "borla" uma casa de alterne na Madeira, ou seja, tirava proveito das "meninas" utilizando a posição que tinha na vida. Li, repito, e não queria acreditar, mas infelizmente é verdade. Não podemos julgar todos por estes dois, mas com a absolvição do segundo, numa atitude puramente corporativista e escandalosa, começo a pensar que se calhar estamos muito mal entregues a uma justiça com gente deste gabarito. Só não percebo o ruidoso silêncio do respectivo sindicato, habitualmente tão rápido a defender a classe contra o governo.

Revista


Foi editado o nº 37 de "Jogadores" a excelente publicação do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol. Grafismo e artigos de grande qualidade merecem uma leitura atenta. Uma revista feita por gente do futebol para os agentes do futebol. Um exemplo a seguir.

Povo




Foi a nota mais saliente do primeiro treino de Paulo Bento na Selecção Nacional. A presença significativa de público, no treino no dia comemorativo da implantação da República, merece destaque pelo seu grande número. Acima do número, realce para a empatia que se gerou com os jogadores e equipa técnica, principalmente com o novo Seleccionador Nacional. Melhor do que ninguém sei que tudo isto necessita de concretização nos resultados, mas para já, é um bom começo.

terça-feira, outubro 05, 2010

José Mourinho

Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa…

As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.

Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles.

Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou.

Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou!

E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.

Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável.

Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração.

Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail.

Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.

Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol.

Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor.

Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar.

No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores.

Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.

Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes… Infelizmente!

Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias.

Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF.

Um abraço a todos.

José Mourinho

Nada mais há para dizer. Estas palavras são suficientes.

Transferências internacionais

Entrou em funcionamento o TMS (Transfer Matching System) criado pela FIFA para o controlo das transferências internacionais. Segundo Joseph Blatter "Este é um momento histórico para o futebol", declarou o presidente da FIFA, Joseph S. Blatter. "O TMS é um sistema on-line relativamente simples, mas causará um enorme impacto sobre a transferência internacional de jogadores. Graças ao TMS, as autoridades do futebol têm mais detalhes sobre cada transferência. O mais importante é que ele torna mais transparente cada transação e nos ajuda em aspectos como a luta contra a lavagem de dinheiro e a protecção de menores de idade em transferências."
Oxalá com esta nova ferramenta tudo se torne mais transparente, mas sinceramente tenho as minhas dúvidas. A imaginação daqueles que vivem para a transgressão é sempre superior às normas e às regras instituídas. Mas é um passo, e um passo, é sempre de louvar numa instituição tão pouco aberta às alterações. Pode ser que a FIFA acorde também noutras áreas, como por exemplo, sobre as novas tecnologias no apoio aos árbitros.

UEFA



No site da UEFA, ontem, diz-se que há potências sobre pressão: "Os inesperados percalços nos primeiros jogos deixam Rússia, Portugal, França e República Checa sob pressão no reinício da qualificação para o UEFA EURO 2012.

As duas primeiras jornadas foram pródigas em resultados surpreendentes e várias potências do futebol europeu vão ter de lutar muito para recuperar o terreno perdido. Portugal é uma das selecções em maiores dificuldades, depois do empate 4-4 na recepção ao Chipre e da derrota por 1-0 na deslocação à Noruega, no Grupo H.

O finalista do UEFA EURO 2004 recebe a Dinamarca no Porto, a 8 de Outubro, num jogo que marca a estreia de Paulo Bento como seleccionador, já que o antigo treinador do Sporting substituiu Carlos Queiroz no comando da equipa das quinas. Os portugueses vão ser testados por uma selecção dinamarquesa que bateu a Islândia no único jogo que disputou no apuramento e que tem a motivação suplementar de ter conseguido dois triunfos nos últimos três embates ante Portugal."


Também concordo com esta análise. Entretanto momearam um árbitro holandês para o jogo de sexta-feira. Porque será que nunca é nomeado um árbitro espanhol para os nossos jogos? Dizem-nos que é pela proximidade geográfica, o que como princípio é aceitável, mas que pelos vistos só funciona para nós. No entanto a norma geral deveria ser como com a mulher de César: "À mulher de César, não basta ser (séria), terá que parecer".




segunda-feira, outubro 04, 2010

O asfalto



Valentino Rossi, a moto e o asfalto. Irmãos de suor, trabalho e sangue. Três em um. Sempre juntos.

Liverpool e Bayern


Roy Hodgson: "I'm responsible"


As carreiras do Liverpool e Bayern de Munique, nas respectivas ligas, estão pelas ruas da amargura. Arrastam-se pelos últimos lugares para desespero dos seus adeptos e dirigentes. Porém, as direcções dos respecticos clubes têm mantido a compostura e os lugares de Van Gaal e Roy Hodgson não parecem estar em perigo. Mas a continuarem assim acho que nem os organizados e cuidadosos alemães e ingleses vão resistir a mudar. É pena, porque são dois bons treinadores, com carisma, qualidade, com enorme currículo, e, não menos importante, assumem a sua responsabilidade. Acontece a todos e até aos melhores.

Comentadores

Antigamente, quando comprávamos um jornal sabíamos ao que íamos. Ler notícias, comentários de jornalistas, uns mais independentes, outros menos, mas sempre escritas por profissionais. Líamos bastantes entrevistas de jogadores, treinadores, menos de dirigentes. Hoje o que vemos? Artigos de opinião de alguns profissionais de referência e notícias, na sua grande maioria, dos que acompanham em permanência as mesmas equipas, tornando-se alguns deles, por esse motivo, reféns do próprio trabalho. Mas essa é uma decisão da estruturas dos jornais. O que me surpreende no entanto, nos jornais actuais, é a quantidade de artigos de opinião, com páginas inteiras, de pessoas não profissionais da escrita, mas profissionais do sectarismo dos clubes dos quais são adeptos. Pessoas inteligentes na sua vida profissional e pessoal, tornam-se, na sua grande maioria, intérpretes do mais baixo e ridículo clubismo, que nalguns casos roça o mais dos primários sentimentos. Quando éramos miúdos dava gosto discutir o futebol, na esquina das nossas ruas, mais tarde, mais velhinhos, nos cafés, entre uma bica e um cigarro, lá se discutia, até à exaustão, os lances do domingo anterior. Hoje é diferente, já não são miúdos, são graúdos bem posicionados na vida, discutindo e escrevendo como crianças. Como se não bastassem os que já por aí andavam, chegou agora o "homem dos motivos atendíveis para despedimento", com o mais primário dos clubismos. Por que será que esta gente não pensa e escreve sobre aquilo que sabe? Caramba, tanta coisa para aprendermos sobre aquilo que eles sabem e vêm para aqui escrever sobre o que pensam que sabem, mas que na realidade desconhecem. E como se não bastasse um, vêm sempre em grupos de três. Encarnados, verdes e azuis. E ainda por cima pagamos.

domingo, outubro 03, 2010

Mau tempo



Na Ryder Cup, a mais mediática competição de golfe do mundo, a decorrer, debaixo de mau tempo, no País de Gales. Nascimento do dia junto ao buraco 18.

Sub/20

Foto: Selecção que conquistou o 3º lugar no Qatar


Um artigo muito interessante no site da FIFA sobre a história do Campeonato do Mundo Sub/20, competição em que Portugal tem um historial bastante importante, com duas vitórias em 1989 e 1991 e um terceiro lugar em 1995, além de mais quatro participações, em 1979, 1993, 1999 e 2007.


"A estatística confirma: a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA é o lugar perfeito para identificar os grandes astros do futuro. Entre os craques que mostraram nos gramados da competição júnior a habilidade que viria a encantar o mundo já estiveram Diego Maradona, Andrés Iniesta, Lionel Messi, Kaká e Michael Owen. Eles e muitos outros saíram do torneio rumo a grandes carreiras pelas suas seleções principais."


"Porém, nem sempre a Bola de Ouro foi para o jogador que viria a brilhar mais nos anos seguintes. A poucos meses do início da 18ª edição do Mundial Sub-20 na Colômbia, o FIFA.com relembra alguns dos nomes mais ilustres que usaram a competição como uma plataforma rumo ao estrelato."

"A edição de 1991 em Portugal assistiu à coroação da geração de ouro do país anfitrião, derrotando os esforços de promessas como o brasileiro Élber, o inglês Andy Cole e o uruguaio Paolo Montero. Entretanto, o jogador identificado como a grande figura da competição não foi Luís Figo nem Rui Costa ou João Pinto, mas o também luso Peixe, que, diferentemente dos companheiros que deixou para trás, acabou tendo uma carreira relativamente apagada."




Discordo




"Podemos ganhar jogos? Podemos! Podemos ganhar à Espanha? Podemos! Mas não merecemos. Jogadores nascidos por regeneração natural e por passes de mágica?"

Palavras de Carlos Queiroz sobre o futebol português.

Se um país tão fraco como este, constantemente posto em causa por tudo e por nada, em que as próprias vitórias não são merecidas, consegue, apesar disso, gerar talentos como Luís Figo e Cristiano Ronaldo, estes os de maior expressão, entre tantos jogadores, o que não será dos outros, perfeitos, em que as vitórias são merecidas. Por exemplo, o caso de Inglaterra, com tantos talentos, nascidos sem ser por geração espontânea, com tanta capacidade, com tanta organização, mas que mesmo assim não nos consegue ser superior nos confrontos directos da selecção principal como nos comprova a história recente. E a França? E tantos outros na Europa? Temos falta de meios? Temos. Temos falta de alguma visão estratégica de desenvolvimento? Temos. Temos falta de uma estrutura nacional com autoridade para resolver os problemas diários? Temos. Temos falta de espaços dignos para treinos? Temos. Temos quadros competitivos anacrónicos e ultrapassados? Temos. Mas se mesmo assim conseguimos estar no 8º lugar do ranking da FIFA, estar presentes na maioria das fases finais dos europeus de sub/17 e sub/19 e sub/21 dos últimos vinte e cinco anos, estar em todas as fases finais de seniores desde 1996, com excepção de 1998, se somos vice-campeões europeus de futsal, será por alguma razão. Não somos os melhores. Não somos de facto. Seremos alguma vez os melhores? Não sei. Podíamos estar melhor? Talvez. Será possível mudar alguma coisa? Talvez, mas tenho dúvidas. Mas dizer que apesar de tudo isto, com todos os problemas que enfrentamos diariamente, não merecemos o que conseguimos ou viermos a conseguir, parece-me pouco razoável e pouco justo, sobretudo para os milhares de carolas, dirigentes e técnicos, que todos os dias enchem os campos do nosso país fomentando o nosso futebol juvenil e dando o seu melhor, graciosamente, num país sem meios e sem condições de trabalho. Essas pessoas também não merecem? Para terminar, só um pequeno exemplo, o sector de grassroots - futebol de base não competitivo -, da federação inglesa, tem um orçamento largamente superior a todo o departamento técnico da FPF, incluindo a Selecção Nacional "AA". A isto chama-se comparar o incomparável. Este é um debate que merece e deve existir, mas que necessita de contraditório. Para ouvir e nos ser apresentada uma só opinião como se fosse "a verdade", já temos a nossa conta bem amarga. Acabo como comecei. Discordo, com respeito e sem ofensa.


sábado, outubro 02, 2010

Também tu?



Também tu Contador? Depois de vencer três vezes o Tour, Contador parece que foi apanhado nas malhas do doping. Uma modalidade que tem tanto de bela como de mentira. É pena, porque o ciclismo, ciclicamente, vive dos grandes ídolos, e depois de Armstrong, Indurain, Merckx, Hinault, Anquetil, Lemond e mais alguns de grande nomeada, Contador seria o grande continuador desses heróis da montanha e da estrada. Se houver confirmação desta situação será um abalo enorme para o ciclismo.

Zico

Está ao rubro o ambiente do Flamengo após a demissão de Zico, como Director Desportivo do clube, e grande e maior ídolo dos seus adeptos. Tremenda confusão. Recorde-se que o Flamengo ainda é o campeão em título do Brasil.

Convocatória

Foto: Francisco Paraíso


Uma convocatória bem calma, com casa cheia de jornalistas, num ambiente adequado, motivador, com vista a dois jogos bem difíceis. As novidades das chamadas de João Pereira, Paulo Machado, Carlos Martins e Helder Postiga. Os dois primeiros como novidades absolutas e o regresso, após longas ausências, de Helder Postiga e Carlos Martins. Agora, a bola, já está também nos pés dos jogadores. O público do Dragão vai também ter um papel importante e será capaz de ajudar a Selecção Nacional neste momento bem difícil. Outros momentos complicados já passaram por esta casa e por esta equipa, que é de todos nós, e conseguiu-se sempre que ela se levantasse.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Grand Prix Futsal

Vai disputar-se no Brasil um torneio de futsal com as melhores equipas do mundo. Será um campeonato do mundo só com os melhores. O sorteio foi ontem e deu os seguintes resultados:



Domingo - 17.10 - 12H - PORTUGAL/GUATEMALA
2ª Feira - 18.10 - 14H - PORTUGAL/RÚSSIA
4ª Feira - 20.10 - 18H - PORTUGAL/IRÃO

Um sorteio nada fácil mas que permitirá disputar a segunda fase caso a Selecção Nacional esteja ao nível habitual.

Vedeta



O público tailandês é a vedeta desta fotografia onde se vê, de costas, Rafael Nadal, que acabou de vencer uma partida no Open da Tailândia. E merece, dado o aspecto feliz da maioria das pessoas retratadas.

Fartura



Não há fome que não dê em fartura. Conforme aqui sugeri há dois dias, vale mais deixar acalmar a tempestade e depois agir. Entretanto a tempestade acalmou e o resultado foi este. Os jogadores, equipa técnica e dirigentes deram uma resposta óbvia. Ganhar 5/0 na Europa não é para qualquer um. Realce ainda para Postiga que mais uma vez deu sinais do que pode fazer. O FC Porto continua, e bem, a amealhar pontos para o futebol português. Foi pena o Benfica ter soçobrado daquela forma. Será que não andam por ali alguns jogadores com o ego mais elevado que o seu real valor? Quem paga é sempre o treinador. A classificação para a 2ª fase ainda vai a tempo, mas as dificuldades agora aumentaram.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Estádios


Não sei neste caso concreto se Costinha tem ou não razão em todas as questões que levanta, embora na questão do autocarro seja verdade que é um paradoxo as condições que se deparam às equipas na chegada ao estádio, mas também não é menos verdade que muitas vezes as pessoas do futebol são afastadas deste tipo de discussão. Aqui há uns anos fui convidado por um Presidente de uma Câmara Municipal para dar uma opinião sobre um pequeno estádio em construção. Com pequenos acertos estava tudo muito bem organizado e correcto, mas quando me sentei na zona em que entendiam vir a ser a tribuna, a visibilidade desta, para cerca de meio campo, estava barrada por uma coluna de suporte da estrutura. Como estava tudo em construção, ainda foi possível remediar e alterar a situação. Este foi um pequeno exemplo de alguém que entendeu socorrer-se de opiniões de pessoas alheias à construção do estádio. O que Costinha se calhar pretendia dizer é que talvez as pessoas ligadas ao futebol devessem ter uma palavra a dizer sobre determinadas questões que os arquitectos e engenheiros, por muito competentes que sejam, desconhecem.

«Olho para a relva e dá-me vontade de chorar», diz Costinha: «Começo a olhar para o estádio e pergunto-me como se construiu um estádio assim: não tem um acesso para o autocarro para os balneários, há sítios em que não se vê bem a bola, a relva não está boa por causa das temperaturas e porque está mal colocada. Será que quando construiram o estádio não pensaram nisso?»

Outros tempos



Uma imagem mostrando atitudes difíceis de se verificarem nos dias de hoje. Eusébio conforta Pelé e o árbitro tem um gesto amável para com o massagista do Brasil. Esta fotografia reporta-se ao Mundial de 66 durante o jogo Portugal/Brasil.

Estabilidade

A estabilidade, organização e autoridade são os princípios básicos de qualquer instituição desportiva. Por muito que algumas pessoas em Portugal pretendam lutar e criar raízes com base nessas regras, existem sempre contra-correntes à espera do insucesso, do inêxito para demonstrarem que tinham razão. O FC Porto tem sido o clube em Portugal que mais tem conseguido resistir aos processos fáceis, mantendo uma linha de estabilidade que só lhe tem dado títulos. O Benfica está neste momento a criar bases para evitar crises ligadas às derrotas pontuais. O Sporting, porém, dá a sensação de ser um clube à deriva mais por culpa de quem está de fora do que de quem está por dentro. Não seria lógico que se esperasse pela conclusão da época para depois se tomarem medidas rectificativas do que está mal? Mas não, trata-se de julgar no imediato, tornando pior aquilo que já está mal. E depois a posição e a atitude dos adeptos, contrasta em muito com aquilo que vemos todos os sábados e domingos, por exemplo, na liga inglesa. Ali aplaude-se, tenta-se mudar, mas não se assobiam os nossos. Quando se assobiam os nossos, aplaudem-se os adversários. Não há outra lógica. Resistir aos processos fáceis de contestação é o que torna os clubes grandes. Se calhar não gostamos dos nossos clubes, gostamos é só de ganhar. E ganhar, é sempre só para um.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Desporto Social


Decorreu no Rio de Janeiro, de 19 a 26 de Setembro, o Mundial de Futebol de Rua. Portugal participou e ficou em 4º lugar, perdendo o jogo com o México após grandes penalidades. Mais uma digna participação da nossa selecção num evento que começa a ter grande destaque a nível internacional.


Por sua vez decorreram em Varsóvia, os Jogos Europeus de Special Olympics, de 18 a 24 do corrente, nas modalidades de Basquetebol e Atletismo. Dezassete jovens portugueses participaram nestes jogos.

Uma saudação especial para todos os atletas e respectivas estruturas de acolhimento e suporte. Bem hajam.

“Together Now”
A partilha, o reconhecimento e a aceitação é o objectivo destes Jogos

Futsal Feminino


—¿Cuándo será deporte olímpico el fútbol sala?

—Llevamos en la mesa de negociación muchos años. Ya nos hemos promocionado en los Juegos Panamericanos y estamos haciendo un esfuerzo muy grande para que España albergue en diciembre el primer «mundial» femenino. Brasil quiere organizar este Mundial con el beneplácito de FIFA, pero nosotros queremos que en España haya antes un minitorneo con ocho o doce selecciones. Digamos que nuestro país albergaría el paso previo a lo que será el Mundial femenino. Implantar el fútbol sala femenino supondría completar el puzzle para poder ser olímpicos. En cualquier caso, la presencia del fútbol sala en unos Juegos hay que verlo como un proyecto a medio o largo plazo.

Entrevista de Javier Lozano, técnico que reflecte como ninguém o futsal, e sempre numa perspectiva estratégica muito correcta. Lozano sabe que a promoção do futsal feminino no mundo será um passo fundamental para que esta modalidade tenha expansão global. É altura também de em Portugal se darem passos fundamentais para a sua organização. É também o momento de os seus apoiantes, atletas e dirigentes se organizarem a fim de exigirem as mudanças necessárias para a sua consolidação quer a nível nacional quer a nível internacional, particularmente na UEFA.


Brasileirão B?



Ontem ao iniciar-se o SC Braga/Shakthar, dizia o jornalista que o jogo tinha um cheirinho a Brasil, dado que dez jogadores que iniciavam o jogo, de ambas as equipas, eram brasileiros. De início, pois nos dois bancos ainda estavam mais alguns. Dá a ideia de esta ser uma competição sul-americana tal a quantidade de atletas provenientes desse continente. Pegando nesta questão seria interessante saber-se as verbas que cada um dos grandes clubes europeus investe no futebol de formação e o respectivo aproveitamento consequente desse investimento. Facilmente se chegaria à conclusão que o resultado é bastante baixo, o que deixa muitas dúvidas sobre a qualidade da formação que hoje se faz nos clubes. Salvo casos muito interessantes que por aí continuam a existir, como é o caso do Sporting CP, não se vê muito bem as consequências desse investimento. Parece ser mais fácil importar jogadores de outros países, para mais quando têm qualidade como é o caso de alguns que ontem estiveram em Braga. Só não se compreende é porque se gasta tanto dinheiro nas camadas jovens.

terça-feira, setembro 28, 2010

Montagem?



Foto de Timo Boll, jogador de ténis de mesa alemão, durante o último europeu da modalidade onde alcançou o 3º lugar. Quando não se vê com um olho utiliza-se o outro!

Champions League

Depois de ter publicado um artigo do Football Finance sobre as receitas da Liga Europa, junto outro sobre a Champions League, cujos valores envolvidos são de facto enormes.

Na temporada de 2009/2010 a Uefa distribuiu 746 milhões de Euros aos clubes que participaram na Champions League, sendo que 337,8 milhões de Euros respeitantes à partilha dos direitos televisivos da prova (Market Pool) e os restantes 408,2 milhões de Euros distribuídos em forma de prémios de participação, de jogos e de performance.

O vencedor da Champions League FC Internazionale foi o clube que maior prémio arrecadou, alcançando os 48,7 milhões de Euros. O finalista vencido Bayern Munique foi o 3º clube com maior prémio, alcançando os 44,8 milhões de Euros. Isto porque o Manchester United beneficiou da atribuição do maior valor de sempre em Market Pool (direitos TV) com 28,8 milhões de Euros, para um prémio total de 45,8 milhões de Euros, alcançando assim a 2ª posição dos clubes com maior prémio.

Clubes Bónus Eliminatórias Market Pool Total

1FC Internazionale9.900.000 €19.300.000 €19.559.000 € 48.759.000 €
2Manchester United FC10.700.000 €6.300.000 €28.811.000 € 45.811.000 €
3FC Bayern Munchen9.900.000 €15.500.000 €19.462.000 € 44.862.000 €
4FC Barcelona10.300.000 €10.300.000 €18.461.000 € 9.061.000 €
5Arsenal FC10.700.000 €6.300.000 €16.359.000 € 33.359.000 €
6Chelsea FC11.100.000 €3.000.000 €18.067.000 € 32.167.000 €
7FC Girondins Bordeaux11.500.000 €6.300.000 €11.940.000 € 29.740.000 €
8Olympique Lyonnais10.700.000 €10.300.000 €8.060.000 € 29.060.000 €
9Liverpool FC9.100.000 €-19.777.000 € 28.877.000 €
10Olympiakos FC9.900.000 €3.000.000 €14.794.000 € 27.694.000 €
11Real Madrid CF10.700.000 €3.000.000 €13.125.000 € 26.825.000 €
12VfL Wolfsburg9.100.000 €-16.906.000 € 26.006.000 €
13Sevilla FC10.700.000 €3.000.000 €10.673.000 € 24.373.000 €
14AC Milan9.900.000 €3.000.000 €10.866.000 € 23.766.000 €
15VfB Stuttgart9.500.000 €3.000.000 €10.446.000 € 22.946.000 €
16ACF Fiorentina11.100.000 €3.000.000 €8.331.000 € 22.431.000 €
17Juventus FC9.500.000 €-11.952.000 € 21.452.000 €
18Besiktas JK8.300.000 €-12.816.000 € 21.116.000 €
19PFC CSKA Moskva9.900.000 €6.300.000 €4.792.000 € 20.992.000 €
20FC Porto10.300.000 €3.000.000 €5.434.000 € 18.734.000 €

Jesus


Imagem da última vez que Jesus vestiu a camisola da Selecção Nacional, em Malta, no dia 20 de Dezembro de 1987. Jesus foi internacional por oito vezes, sete das quais na Selecção Nacional "AA" e uma na Selecção Olímpica. Faleceu com 55 anos de idade, no domingo após um jogo da equipa que treinava, o SC Espinho. Figura discreta e tranquila, foi um dos melhores guarda-redes da sua geração.