Popolo azzurro, é o título desta foto. Temos de voltar a ter, em breve, nos nossos estádios, o povo vermelho ou encarnado, para não ferir susceptibilidades políticas.
Numa tarde de Maio de 1991, 18 jovens, cada um com uma placa na mão, com uma letra impressa, apresentaram-se no relvado do Estádio Nacional, no intervalo da Final da Taça de Portugal. Juntas as 18 letras, formou-se esta frase. Luís Figo, Rui Costa, João V.Pinto, Jorge Costa, Rui Bento, Brassard, Peixe, entre outros, eram os jogadores que formavam esse grupo. Semanas depois, em Lisboa, mas no Estádio da Luz, perante 127.000 espectadores, tornaram-se Campeões do Mundo Sub/20.
quinta-feira, setembro 09, 2010
Day after
Independentemente do que cada um sente sobre a Selecção Nacional e do seu posicionamento sobre as polémicas existentes, a realidade é que perdemos cinco pontos num máximo de seis em disputa. Sei que no futebol tudo é possível, e neste caso concreto, como em muitos outros, a impossibilidade é palavra que não deve ser usada. É possível, e este é o único sentimento que nos deve orientar nos próximos jogos. Sejamos sérios, estejamos unidos, acreditemos, puxemos todos para o mesmo lado, e em Outubro, a Dinamarca e a Islândia, serão adversários ao nosso alcance. Até lá tem de se pacificar definitivamente tudo o que nos envolve. Se isso acontecer poderemos vencer. Caso contrário... prepare-se o futuro!
Envolvimento
Nos últimos dias recebi mensagens muito amáveis de pessoas anónimas, sobre o momento que vivemos. Não vou obviamente envolver-me publicamente nestas polémicas que rodeiam a Selecção Nacional, nem este blog servirá para tirar desforço sobre alguém, seja ele quem for. Cometemos erros, disso não tenho dúvidas, e desses erros não me vou libertar atirando a responsabilidade sobre outros. No entanto, apesar de entender e compreender o que está a ser discutido, porque estou no meio do vulcão, e conheço a realidade como ninguém, não vou trazer para a praça pública discussões que só devem ter lugar no interior da FPF. Além disso também não me vou posicionar no sentido de poder ser utilizado como arma de arremesso contra seja quem for. Não o fiz nunca, não o vou fazer agora. Que isso fique claro, para uns e para outros. Desejo a clarificação de todo o processo, mas de uma forma limpa.
quarta-feira, setembro 08, 2010
Organização
Vontade, querer, determinação, organização, foi o que encontrei sempre nos contactos com a Federação da Noruega. Pessoas com quem me habituei a falar, sempre num clima de máxima seriedade e correcção, desde os primórdios do Mundialito de Futebol Feminino. Foi com as Federações da Noruega, Dinamarca e Suécia que inicíamos o processo de construção dessa prova. Um grupo de quatro pessoas, no qual me incluía e que ficaram amigos para sempre. Hoje, Guttorm Dilling é meu colega na federação norueguesa e é concerteza um dos responsáveis pela dinâmica que esta federação consegue manter, como o comprova esta imagem do estádio antes do jogo de ontem. 24.500 bandeiras nacionais em apoio à sua selecção. Bonito de se ver.
Angústia
Não há maior sofrimento profissional para alguém do que sentir e prever o futuro e não ter conseguido ou sabido alterá-lo a tempo de evitar o desastre. E como os sinais eram/foram evidentes. O nosso país é completamente diferente de tudo o que é normal nos outros com uma maior cultura de responsabilidade. Depois de tantos anos de luta, trabalho, conquistas, sentir-se que o chão foge debaixo dos nossos pés, é uma sensação quase aterradora. É como em muitos pesadelos, sem explicação no momento, que surgem às crianças, só que desta vez acordados, embora vivendo numa quase solidão - salvo honrosas excepções - verdadeiramente enigmática, que acaba por tornar a realidade num desses pesadelos dos sonhos. Muito estranho. Do jogo de ontem vou dizer somente que não tivemos a argúcia, a habilidade e a capacidade para dar a volta a uma infelicidade. Não foi só Eduardo o responsável, foi a equipa, e a equipa somos todos nós que lá andamos. A cultura da auto-desculpabilização tem de terminar de uma vez por todas. Há factores atenuantes? Se os há! Davam aliás para escrever um livro. Mas não são tudo.
terça-feira, setembro 07, 2010
Histórias da Bola - 8 -
Faleceu José Torres com quem pouco privei. Na altura da sua passagem pela Selecção Nacional, entre 84/86, tinha começado a minha vida na FPF pelas camadas jovens e por isso os contactos eram esporádicos e distantes, até porque as estruturas eram separadas. No entanto, já perto da partida para o México, calhou que uma das selecções juniores a que estava ligado, treinou num campos do Estádio Nacional, em simultâneo com a selecção principal, utilizando no entanto o mesmo complexo de balneários junto ao campo nº1. Dirigia-me para os balneários levando comigo uma pequena câmara de vídeo para gravar os treinos, quando no caminho encontro José Torres, que nesse período já me conhecia minimamente, e me disse: "Oh! Godinho, desculpa lá, mas os juniores têm esse material e eu nos seniores não tenho nada disso?". José Torres não me criticava obviamente a mim, nem a ninguém em especial, mas estava a chamar unicamente a atenção e a constatar o facto de nesse momento, nos juniores, estarmos já num patamar superior de organização, numa área que começava a dar os primeiros passos e que em Portugal era ainda completamente ignorada, inclusivamente por ele próprio. Depois disso pouco mais o vi, dado que se seguiu o problema de Saltillo, e só o fui encontrando, esporádicamente, em momentos exteriores ao próprio futebol. Pareceu-me sempre uma pessoa correcta, simples e humilde.
Palavras
Tenho insistido aqui neste blog, pessoalmente com quem fala comigo, ou mesmo na comunicação social, que o segredo de qualquer estratégia não é falar-se muito, mas sim exactamente o contrário. Pouco e certo. Quem muito fala, pouco acerta, ouço desde pequeno. Num mundo e numa área muito mediatizada, qualquer palavra deslocada ou mal interpretada pode originar polémica. É evidente que tudo é relativo e as notícias comem-se umas às outras, tal a frequência com que são ditas, mas os reflexos das palavras, por vezes, demoram a passar e tornam-se obstáculos difíceis de resolver. Como neste caso concreto, em que as palavras de Agostinho Oliveira foram claramente mal interpretadas e as de Bruno Alves não serviram de resposta a nada, e foram utilizadas para definir um princípio normal no futebol e na vida. Numa equipa perdem e ganham todos! O importante é vencer a Noruega, mais logo, aqui em Oslo. Se fomos ou não capazes em Guimarães, não há qualquer dúvida, não o fomos. Todos. Vamos sê-lo, hoje, no Ulleval, em conjunto.
segunda-feira, setembro 06, 2010
Treino
Na véspera do jogo, como é habitual, preparando-o com atenção, os jogadores e equipa técnica tiveram uma sessão de treino, onde a entrega, o profissionalismo e a alegria foram as notas dominantes. Pode dizer-se o que se quiser sobre esta selecção, mas uma coisa é certa, ninguém, mas mesmo ninguém se esconde com vergonha do que quer que seja. Falhou um jogo, foi óbvio, não falhou nem a vida, nem o profissionalismo, muito menos o futuro. Amanhã vai ser um dia diferente.
Educação
Podemos falar muito sobre educação, dissertar sobre princípios, mas na prática querer aplicá-los só aos outros. Vem isto a propósito de palavras ditas durante o funeral de José Torres. Palavras fora do contexto, desadequadas ao momento e acima de tudo inexactas. Além disso, sem dar qualquer hipótese de defesa a quem foi atacado. Pode chamar-se a isto muita coisa, prefiro só apelidar de atitude menos digna, numa ocasião muito triste. O momento mereceria recato e respeito, nada mais.
Fiordes

Na terra dos fiordes, da luz de verão e da escuridão do inverno. Junto à pista de saltos de Holmenkollen uma das mais impressionantes do mundo. Hoje de manhã, num estádio onde Portugal costuma ser feliz, terá lugar o treino de adaptação ao campo, seguido de conferência de imprensa de Agostinho Oliveira e de Bruno Alves. Segundo se sabe, amanhã estará lotação esgotada durante o jogo. Um jogo difícil mas que pode relançar a nossa candidatura à presença na fase final do Euro 2012. Fale-se de futebol e de jogadores.
domingo, setembro 05, 2010
Noruega
Neste momento a Selecção Nacional estará provavelmente a aterrar em Oslo. Depois de um treino ainda em Braga, já de preparação para o jogo de 3ª feira, uma viagem relativamente longa, para um país calmo e tranquilo. Tranquilidade não vai haver na 3ª feira, dado que vamos encontrar uma equipa competitiva, com jogadores experientes a jogarem em bons campeonatos. Por experiência própria, já é a minha terceira visita à Noruega para jogos da selecção, vamos encontrar um público aguerrido, e um estilo de jogo directo sem grandes rodeios. Bola directa na área, seja com os pés, seja em lançamentos laterais com as mãos, de tudo vale para colocar a bola no centro da confusão. A concentração dos nossos jogadores vai ser decisiva para que se traga um resultado positivo. Muita luta no terreno, muita correria, mais luta pelo ar, e a bola a voar, vai ser a tónica do jogo norueguês. Estou convicto que a nossa equipa se irá redimir do resultado de 6ª feira, em Guimarães.
Estrangeiros
Só agora tive oportunidade de comentar um excelente artigo de "O Jogo", da passada quinta-feira, acerca da presenças de jogadores estrangeiros na nossa Liga. A abordagem estatística dos dados referentes aos contratos dos jogadores profissionais, diz só isto: 55,2% são estrangeiros! Se não pararmos esta permanente subida de entrada de jogadores não nacionais corremos o risco de termos no futuro praticamente só jogadores portugueses nas selecções nacionais, provenientes da II Liga ou que jogam no estrangeiro. Não sou partidário de barreiras pesadas a este mercado mas sou favorável à criação de medidas que defendam o jovem praticante saído dos juniores, nomeadamente uma competição, ou equipas - relançando o mal-amado projecto das equipas B, onde possam evoluir ao entrarem no profissionalismo. Não estou a ver muitos jogadores saídos da última selecção de "Sub/19" a evoluirem na I Liga, talvez só 3 ou 4, o que diz bem das dificuldades de encontrarem espaço para desenvolverem as suas capacidades. E no próximo ano estão no Mundial "Sub/20", sem jogarem a alto nível. A exigência no entanto, na altura, que se fará aos seus treinadores, será sempre uma, ganharem! Mas como, se não jogam.
sábado, setembro 04, 2010
Caos
Foi a palavra que mais li numa leitura apressada dos jornais de hoje acerca do jogo com Chipre. Curiosamente, em 21 de Agosto, coloquei uma entrada com esse mesmo nome. Assuntos alheios a este mas talvez premonitórios. Pede-se de facto que haja o maior cuidado nas decisões que eventualmente se venham a tomar, mas uma coisa para mim é certa, os jogadores, não devem, não podem, ser envolvidos nas polémicas. Quem assim proceder brinca com o fogo, que aliás já consumiu parte importante da floresta. Quanto ao jogo está tudo dito na imprensa e não me compete a mim analisá-lo, embora tenha aqui avisado para os cuidados a ter com esta equipa de Chipre, relembrando o caso ainda recente da Itália.
Pressões
A alteração as datas da FIFA para jogos das selecções nacionais, veio mais uma vez subalternizar estas em função dos interesses dos clubes. Tenho a perfeita noção da dificuldade de gestão deste assunto dados os valores envolvidos e a quantidade de jogos que se movimentam numa época desportiva. Também sei dos muitos abusos que algumas selecções e jogadores fizeram ao longo dos anos com prejuízos claros das entidades patronais dos atletas. Tudo isso é verdade. Mas colocar os jogos de selecções às sextas e terças-feiras parecem-me medidas desfasadas que vão prejudicar seriamente as receitas das federações. Com diminuição do público e com audiências televisivas mais baixas, resultará daí clara retracção no apoio dos patrocinadores. Não há por enquanto dados concretos, mas presumo que isso virá a acontecer. Em vez de só se ouvirem os clubes, os grandes, talvez fosse boa ideia ouvir-se todos os interessados na questão e encontrarem-se caminhos alternativos que beneficiassem todos e não só uma parte. E não se esqueça que sem essas receitas todo o edifício das selecções nacionais será afectado. E sem selecções jovens não haverá futuro.
sexta-feira, setembro 03, 2010
Rufete
Confesso que tenho uma grande admiração por jogadores que não sendo grandes estrelas conseguem ter um papel fundamental na união e congregação das suas equipas. Muitas vezes esses jogadores são mesmo capitães de equipa e tornam-se mesmo no símbolo dos seus clubes e das suas selecções. Em Portugal temos vários exemplos que se tornaram quase lendários. Em tempos não muito recuados na história do nosso futebol lembro-me de Coluna, do SL Benfica, João Pinto, do FC Porto, de Fernando Couto na Selecção Nacional. Recordo-me de palavras bem duras de Couto, no interior do balneário, dirigidas aqueles seus colegas que algumas vezes se refugiavam num trabalho mais discreto durante o jogo. Isto a propósito de uma notícia acerca de um jogador chamado Rufete que se recusou a substituir um jovem, de nome Kiko, de 19 anos, que teve um ataque de ansiedade durante o jogo, tendo ficado praticamente paralisado. Rufete começou a gritar fora das quatro linhas para o jovem colega, incentivando-o a ultrapassar o problema, e tendo-o conseguido. "Era mais importante fazer aquele miúdo recuperar e ganhar confiança para um longo caminho que tem a percorrer do que eu jogar 10 minutos", disse Rufete após o incidente. Pequeno gesto que define a coragem e a atitude de um atleta, e que o dignificou como homem.
Treino
Decorreu ontem de manhã o treino oficial no Estádio D. Afonso Henriques, à porta fechada, num ambiente interno de grande entrega. Daqui a pouco, às 20.45 horas, decorrerá o primeiro jogo de qualificação para o Euro 2012, e o objectivo só poder ser um, a vitória perante Chipre, que nos lance para o resto dos jogos num clima de grande confiança. Uma equipa diferente, com alguns regressos, algumas novidades, iniciando-se um novo de ciclo de competição que esperemos tenha o mesmo resultado dos anteriores, a presença na fase final.
quinta-feira, setembro 02, 2010
Kickboxing
Na noite de terça para quarta assisti a algo de indescritível num dos canais da Sportv. Uma reportagem de um combate de kickboxing entre crianças, com idades bastante baixas, de certeza entre quatro e seis anos. O "combate" disputou-se no Casino Solverde, penso que em Espinho, e o que vi foi verdadeiramente lamentável. As duas crianças davam murros e pontapés e uma delas, a mais pequena, olhava permanentemente para fora das cordas tentando encontrar, concerteza, o pai. Bem triste. As imagens não dignificaram nem o desporto nem todos os que colaboraram naquele triste espectáculo.
Convocatórias
A propósito destas últimas convocatórias para as Selecções Nacionais "AA" e "Sub/21" que têm merecido alguns reparos públicos, registo aqueles que devem ser os princípios que norteiam as escolhas dos jogadores para estas jornadas duplas. A selecção "Sub/21" tem dois jogos fundamentais e decisivos, perante os quais as duas vitórias até podem não chegar para a qualificação. Dando como exemplo Rui Patrício, que foi o elemento decisivo da equipa na recente vitória na Lituânia e poderá ser um dos elementos fundamentais nos jogos com a Inglaterra e a Macedónia. Entre ser titular e peça importante nos "Sub/21" e suplente nos "AA", parece não existir outra escolha, e a decisão, no meu entender, foi óbvia e correcta. As convocatórias são susceptíveis de opinião contrária, claro que sim. As convocatórias deveriam ser objecto de críticas institucionais públicas por parte dos clubes, acho que não. É a minha opinião, e também, naturalmente, só vale por isso. Agora que seria muito importante qualificarmo-nos para os play-off dos "Sub/21", disso não tenho dúvidas. Nenhumas.
Chipre

Hoje decorrerá pelas 11.00 horas da manhã, o treino oficial no Estádio D. Afonso Henriques, com vista ao jogo de amanhã. Ao contrário do que muitos pensam não será provavelmente um jogo fácil, não só pela evolução da equipa cipriota, lembremo-nos por exemplo do último Itália/Chipre, na anterior qualificação para o Mundial, em que ao intervalo venciam os italianos por 2/0, e só sofreram o terceiro golo aos 92 minutos. Esse progresso tem sido extensivo também às equipas da ilha que têm vindo a conseguir resultados positivos nas competições europeias. Além disso é um novo conjunto que irá representar Portugal, com as consequências naturais decorrentes de mudanças e até de ausências de peso. Lembremo-nos por exemplo de Pepe, Varela, Bosingwa e Cristiano Ronaldo, jogadores que pela sua qualidade marcam sempre a diferença, mas também pela consistência colectiva que a sua presença daria à equipa e ao suporte de experiência capaz de contrabalançar a juventude dos novos jogadores.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Apoio
Ao contrário de muitos que esperavam um divórcio entre o público e a Selecção Nacional, o povo de Braga recebeu a "equipa de todos nós" como há muito não víamos e sentíamos. Uma tremenda empatia que de facto surpreendeu sobretudo pelo número de espectadores presentes no treino, entre 4.000 e 5.000 pessoas! Muitos jogos da nossa Liga desejariam concerteza ter um presença tão grande de público, que além disso manifestou-se sempre de uma forma correcta e permanente. Até aplaudiram pontapés que passavam ao lado da baliza, atitude pouco natural dos adeptos portugueses. Espera-se que esta onda se mantenha e tenha repercussão no jogo de Guimarães.
Cabeça do pinheiro
"Quero um avançado com estatura, falta-nos um pinheiro, com 1,90 metros, que a gente acerte na cabeça dele e a bola vá para a baliza"
Perante estas palavras de Paulo Sérgio, usando uma expressão inédita, em princípio não ofensiva e até curiosa dada a sua simplicidade, corre-se o risco do próximo avançado do Sporting, o "tal", passar a ser conhecido pelo "pinheiro" ou por outro mimo parecido. Se Bocage fosse vivo aprenderia muito com o futebol. De qualquer forma Paulo Sérgio tem razão, um pouco de humor e descontracção, só faz é bem ao nosso crispado futebol das palavras.
Novo ciclo
Começou ontem um novo ciclo da Selecção Nacional, desta vez tendo como objectivo o Euro 2012, que terá lugar na Polónia/Ucrânia. Um momento particularmente difícil e crítico mas que as vontades e competências de todos acabarão por resolver. Nesta semana inteira de trabalho realce para a chamada de novos atletas com provas dadas nas competições nacionais e também noutras selecções. Um misto de juventude e experiência que ajudará a resolver os dois primeiros obstáculos chamados Chipre e Noruega. Vontade não falta.
terça-feira, agosto 31, 2010
Blindagem
Não podemos evitar a actual situação que se vive no Departamento das Selecções Nacionais, quando por esta hora se iniciar a concentração da Selecção Nacional em Braga. São casos difíceis que naturalmente sujeitarão todos os trabalhos a uma atenção ainda mais minuciosa que a habitual. Independentemente das futuras conclusões e dos diversos posicionamentos, a Selecção Nacional jogará a 3 e 7 com o Chipre e a Noruega, jogos de qualificação para o Euro 2012. A história, é evidente que se faz de resultados, mas neste momento, e infelizmente, também se faz de casos. Por isso, a blindagem de toda a estrutura, deve constituir o passo e a decisão mais importante de forma a tentar evitar que os resultados venham a ser afectados pela actual situação. A curto prazo não vejo outro caminho, independentemente das razões ou da falta delas que a cada um assista.
Recuperação

Nem sempre tudo corre como nós queremos. Por vezes, quando menos esperamos, e desejamos, surge o imprevisto que nos impede de cumprir, não só as nossas obrigações, como até as nossas vontades supremas. Que tudo decorra dentro da normalidade e com uma recuperação rápida, é o que desejo ao Carlos Martinho, Enfermeiro da Selecção Nacional.
segunda-feira, agosto 30, 2010
A não formação
A propósito da despedida de Simão da Selecção Nacional, "reparei" que este tinha jogado por 73 vezes nas selecções jovens. Lendo, durante meses e meses a fio, vários observadores e comentadores dizerem que em Portugal se deixou de fazer formação nas selecções nacionais desde o início dos anos noventa, Simão, deve ter jogado, durante esse período, na não formação da FPF. Só pode ser.
Guardiola
«Este é o desfecho que queria o filósofo Guardiola. Cada vez que eu entrava na mesma sala ele ia-se embora. Não sei se tinha medo de mim» disse Ibrahimovic a propósito da sua transferência para o AC Milan. Filósofo? Se Guardiola é filósofo, o futebol precisa muito de outros como ele. Do sueco, que é um excelente jogador, já tenho muitas dúvidas que consiga dar o passo para ficar no registo dos jogadores extraordinários. Condições técnicas e físicas, claro que as tem, comportamentos exteriores ao jogo, duvido muito. E é pena.
Despedimento
O treinador do Bolonha foi despedido ainda antes de começar o respectivo campeonato. Não é caso virgem, mas começa a ser preocupante a forma desumana e humilhante como estes despedimentos acontecem. Devia de haver regras para períodos mínimos obrigatórios. Depois disto quem quererá contratar Franco Colomba? O que pensarão os outros presidentes de clubes sobre um treinador a quem isto acontece. Que selva em que vivemos.
Il Bologna esonera Colomba
Mercoledì forse Malesani
domingo, agosto 29, 2010
Besta a bestial
É a história de todos os dias do futebol. Para os treinadores e às vezes para os jogadores. Como neste caso. Felizmente para o clube e para o jogador, este, com um gesto técnico correcto, num momento em que a equipa se desequilibrou, teve a concentração e a frieza para superar traumas recentes, resolvendo algo que poderia ser um problema. Os adeptos e o seu treinador, correctamente, dedicaram-lhe as palavras que justamente mereceu. É assim o futebol.
PARÓ UN PENALTI SALIENDO DESDE EL BANQUILLO
Roberto pasa de villano a héroe
El Benfica logró su primer triunfo en Liga ante el Vitoria de Setúbal (3-0) gracias a la actuación de Roberto. El meta español, que salió desde el banquillo, se reivindicó de las críticas recibidas parando un penalti.
A Marca
Inter
Será mesmo?
"A chegada tardia dos mundialistas está a custar caro à equipa", disse Jorge Jesus a propósito da actual situação da equipa do Benfica. Sem obviamente querer contestar o que quer que seja, relembro que o Benfica teve, salvo erro, sete jogadores no mundial, Fábio Coentrão, Ruben Amorim, Maxi Pereira, Cardozo e Luisão, mais Ramires e Di Maria, que já não contam para este filme. O Barcelona que venceu a Supertaça de Espanha, teve quase todos os jogadores no mundial, o Real Madrid, Bayern e Chelsea o mesmo, o FC Porto teve também bastante jogadores em actividade na África do Sul, e tantos outros clubes viveram a mesma situação. Com a agravante de alguns desses jogadores já terem tido um jogo de preparação das suas selecções em 11 deste mês, o que não aconteceu aos jogadores portugueses. Por isso parece-me uma explicação compreensível para o ponto de vista dos técnicos do Benfica, mas que não tem grande fundamento do ponto de vista objectivo. Aliás o jogador em melhor forma na equipa é Fábio Coentrão, o que de certa forma vem contrariar essas palavras. Talvez esta vitória de ontem sobre o débil Vitória FC ajude a estabilizar o discurso...
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