segunda-feira, julho 12, 2010

Butt



Nós os leigos, que nada percebemos de futebol, mas que enfim vamos vendo e acompanhando o espectáculo, opinamos, muitas vezes, no sentido contrário dos técnicos e levantando dúvidas sobre decisões que estes por vezes tomam. É o caso concreto de Butt, que de 3º guarda-redes do SL Benfica, passou a titular do Bayern de Munique, finalista da Champions League e integrando a selecção alemã neste mundial, jogando até o jogo do 3º e 4º lugar. Alguém esteve ou está mal, ou os técnicos de então do clube lisboeta, ou Louis Van Gaal e Joachim Loew. Ou então somos nós, os leigos, ou estúpidos, como se queira, que não percebemos nada disto.

domingo, julho 11, 2010

Espanha



A melhor equipa, os melhores jogadores, um treinador, Vicente del Bosque, extremamente experiente, a melhor estrutura Federação/Selecção Nacional, mereceram a vitória. Iniesta, Casillas, Xavi, Puyol, Villa, jogadores que vão ficar na história dos mundiais. A Holanda, equipa meio violenta e dura, tal como há quatro anos, acabou com dez, mas deveria ter terminado com nove, dada a agressão de De Jong a Xabi Alonso, não teve qualidade que justificasse a presença na final.

Gripe

Ao ler os jornais de ontem soube que alguns jogadores e elementos da delegação da Alemanha foram acometidos por sintomas gripais. Pelo menos nisto fomos melhores que os alemães, dado que toda a delegação portuguesa no mundial, foi vacinada atempadamente, ainda em Portugal, com a nova vacina sazonal aplicada ao hemisfério sul e certamente por isso ninguém adoeceu com a gripe.

Bicharada



Depois do polvo, dos cães, dos gatos, dos pássaros, surgiu o panda, na China. Os chineses tinham que fazer algo, e nada melhor que utilizando um dos seus animais emblemáticos. E nós? Podíamos utilizar um galo... de Barcelos, ou uma sardinha de Setúbal... Bicharada ou palhaçada?

3º/4º lugar



Mais ao menos por estes dias, fez agora quatro anos, estávamos presente na disputa deste lugar no Mundial 2006. Sei por experiência própria as forças que aqueles jogadores tiveram de encontrar para disputar mais um jogo, depois da enorme desilusão de terem perdido a possibilidade de estarem presentes na final. Os alemães ainda encontraram um pouco de motivação dado que jogavam em casa, os nossos porém tiveram imensa dificuldade em encontrar motivação para mais um jogo, encontrando-se esgotados, física e animicamente. Nem Luís Figo, que faria aí o seu último jogo pela Selecção Nacional, com a sua tremenda e quase inesgotável força de vontade, se encontrava em condições para jogar de início, como aliás veio a acontecer. Ontem, ao ver o Alemanha/Uruguai, consegui encontrar nas expressões de todos os atletas, um esforço extraordinário, não só físico, mas também psicológico, para disputar este jogo que nada acrescenta a ninguém, a não ser aos cofres da FIFA. Bastava tão só atribuir o 3º lugar aos semi-finalistas vencidos, como aliás faz a UEFA nos Europeus, e conforme, e bem, disse António Boronha. Todos agradeciam, e evitava-se um desnecessário jogo, que do ponto de vista desportivo, mais uma vez, nada de novo trouxe. Apesar de tudo, embora perdendo, realce para o Uruguai, pela forma como ainda mostrou alguma vitalidade para tentar alcançar o 3º lugar. Não o conseguiu, honra aos vencedores, a Alemanha, e ao seu treinador, Joachim Loew, que conseguiu construir uma equipa de presente, mas sobretudo de grande futuro.

sábado, julho 10, 2010

Noruega


Estar na Noruega é, um pouco à imagem da Islândia, estar noutro local bastante diferente do nosso País, muito mais calmo, organizado, com um nível de vida alto, fruto do gás e do petróleo, mas que é também uma terra de gente afável, tranquila, que sabe que o mundo não acaba amanhã. Pessoas habituadas às temperaturas bastante frias e onde em pleno Verão, os termómetros raramente passam dos 22º graus. O que também notei, em relação às minhas anteriores deslocações, é que há uma transformação enorme em relação a emigrantes. Se no passado se notavam algumas pessoas de origens diversas, fruto maioritariamente de muito asilo político concedido pelos governos noruegueses, hoje há uma mistura de gente de todo o mundo, sobretudo de África e Ásia e que estarão por aqui procurando legítimas melhores condições de vida. A Noruega, ajudou no passado, muita gente por questões meramente políticas, hoje são outras as razões da procura deste país por parte dos emigrantes. No fundo, um país com mentalidade muito aberta, ontem como hoje.

Lua?


Não é a Lua, é a Islândia. Terra cinzenta, fruto de lava, onde dificilmente cresce uma erva rasteira. De avião notam-se claramente rios de lava petrificada que correram dos vulcões até ao mar e por ali permanecem, até que um dia, de novo, venham a ser cobertas por nova corrente incandescente saída de um dos muitos vulcões adormecidos.

Jorge Fagundes


Estava já fora do país quando soube do falecimento do Dr. Jorge Fagundes. Pessoa de princípios e ideias que me marcou bastante, não podia deixar de o referenciar aqui, dado que o admirava pela honestidade e sinceridade da sua vida. Guardo de Jorge Fagundes boas recordações.

sexta-feira, julho 09, 2010

Reflexões sobre o mundial



Não gosto muito de alguns critérios utilizados pela FIFA para a nomeação dos árbitros durante o mundial, e não tendo o estatuto que me permita falar deste assunto como Maradona o fez a propósito do Portugal/Espanha, e que curiosamente, não foi muito levado em conta, não posso deixar de referir e salientar o peso que alguns, poucos, países têm hoje nessa instituição internacional e reguladora do futebol mundial. É claro para mim há muito tempo, e disse-o ao Expresso, em Julho de 2006, após o mundial da Alemanha, que o poder das equipas em competições deste tipo não se mede só pela qualidade dos seus jogadores, das suas equipas técnicas e das estruturas de suporte. Essa entrevista causou-me alguns problemas e hoje tenho a certeza absoluta que as palavras então utilizadas eram justas e correctas. Há bastantes factores que têm peso neste processo e que também são fruto de muito trabalho e organização dirigida a um determinado fim e objectivo. Por exemplo, qual a razão de termos tido um árbitro argentino, portanto sul-americano e de língua castelhana, no nosso jogo com a Espanha? Não poderia e deveria ter sido europeu, usando o princípio da transparência e da limpidez de processos, como o foi na grande maioria dos jogos entre equipas europeias? A Espanha, na globalidade do jogo, talvez nos tenha sido superior, mas também não é menos verdade que o golo foi irregular. Muito mais díficil de analisar foi o golo do Paraguai, também no jogo com a Espanha, que o árbitro não hesitou em anular. E se esse golo tivesse entrado, talvez hoje a história fosse outra. Outro mistério, ou talvez não, era saber quem nomeia os árbitros do mundial? Pergunta interessante que deixo sem resposta. Outra questão: qual a razão lógica para que o árbitro do Espanha/Paraguai, tenha sido Carlos Batres, da Guatemala, quando no jogo anterior, Portugal/Espanha, já tinha sido o 4º árbitro? Ou que Carlos Pastrana, das Honduras, que foi 5º oficial no Portugal/Espanha, tenha sido 2º assistente no Espanha/Paraguai? Havia assim tanta falta de árbitros que levassem a estas situações? Guatemala, Honduras, grandes potências da modalidade como todos sabemos, produzirão assim árbitros de tanta qualidade? Reflexões baseadas em factos concretos, não inventados.




O estádio



Será aqui neste estádio, de nome Laugardalsvollur, Estádio Nacional da Islândia, que Portugal jogará com a Islândia em 12 de Outubro. Com capacidade para 10.000 espectadores, tem condições razoáveis. Veremos a qualidade do relvado na altura do jogo... Por aquilo que vi ontem, tenho muitas dúvidas sobre o seu estado nesse momento. Independentemente disso será aqui que terá lugar o jogo.


Bancarrota

É inevitável. Na chegada à Islândia a primeira conversa do motorista que nos transportou foi sobre o tempo, depois sobre o vulcão que afectou o país e o mundo, e logo a seguir sobre a vaga de calor em Portugal que ele conhecia das notícias da televisão, e a comparação com o tempo fresco, chamemos assim, da Islândia. Logo a seguir veio à baila a situação de bancarrota, que se vive(u) por aqui, e o facto da capital ser bastante desenvolvida e moderna. Sim, respondeu-me o motorista, moderna, funcional e bonita, porque foi desenvolvida com o dinheiro que não tinhamos. Gastávamos o que não era nosso. Deu o resultado que hoje todos conhecemos e pelo qual sofremos as consequências. E eu para mim, onde é que já ouvi isto?

quinta-feira, julho 08, 2010

Abordagens diferentes


As selecções do Paraguai, Argentina e Gana, foram recebidas nos seus países com festa. Presume-se que acontecerá o mesmo com o Uruguai. No Brasil, onde menos do que ser campeão já é uma derrota, houve confusão. Diferentes abordagens para as respectivas eliminações. Em Portugal, a Selecção Nacional foi recebida com indiferença, o que se compreende dadas as expectativas criadas. Em 2002, em Lisboa, fomos recebidos com insultos, em 2006 como heróis. De bestas a bestiais em oscilação frequente.

Outro mundo


Reykjavik, Islândia, três da tarde, vento forte, chuva e 12º graus de temperatura. Era este o cenário ontem à chegada. Enquanto as temperaturas em Portugal escaldavam, por aqui sentia-se o nosso tempo de inverno. No inverno local as temperaturas deverão ser bastante baixas. Nas estatísticas, as temperaturas máximas em Outubro, estarão nos 7º graus, as máximas... Outra característica deste período do ano é a luz que existe 24 sobre 24 horas. Não há noite. Como curiosidade entre o aeroporto e a capital, cerca de 50 kms, não há uma única árvore. Só já muito perto da cidade aparecem as primeiras zonas verdes. Um outro mundo, perdido no meio do Atlântico.

Espanha



Começou mal com uma derrota com a Suiça, mas aos poucos, sem grandes alaridos, foi fazendo o seu trabalho, passo após passo, até atingir a final. Justamente. Sem sombra de dúvidas, a equipa mais organizada, com melhores jogadores - Xavi, Iniesta, Puyol, Villa, Torres, Ramos - são do melhor que há no mundo do futebol actual, atinge uma final que será inédita e que irá coroar um novo campeão do mundo. A Espanha merece-o por tudo o que tem feito a nível de todas as selecções nacionais, dos sub/17 aos "AA". Com uma cidade do futebol, com campeões em todos os escalões, a RFEF, dá um exemplo de como se ergue uma potência mundial. Esta final não caiu do céu. Foi fruto de trabalho. Muito bem.

quarta-feira, julho 07, 2010

Euro 2012


Sair de uma e entrar noutra. Hoje, por esta hora. já estarei em Reykjavik, iniciando a preparação logística da qualificação para o Euro 2012. Depois da Islândia, sairei para a Noruega. A Islândia, terra do vulcão que mexeu no mundo, e ainda afectado pelas grandes convulsões económicas e sociais, local frio e isolado no meio do Atlântico, espera a selecção nacional, num jogo que será disputado em Outubro. Estes problemas, vulcão e crise, varreram este país como nenhum outro e concerteza que deixaram marcas. Esta qualificação será maioritariamente disputada com países frios do norte da Europa que além dos dois citados incluirá ainda a Dinamarca. O Chipre, representante como Portugal de uma zona mais quente da Europa, será a quinta equipa deste grupo. E é exactamente com Chipre, e em Guimarães, que se iniciará a discussão da qualificação, logo seguido do jogo em Oslo, com a Noruega. Já em Setembro.

Maradona , o treinador

Só, perante o mundo, e desesperadamente agarrado à Fé. O semblante triste e pensativo do treinador perante a derrota, imagem tantas vezes vista, mas sempre forte. Neste caso a do homem que o futebol conseguiu recuperar e que esperaria o regresso da glória do passado. Em vão.

Frustação colectiva


Ao ver ontem o Uruguai/Holanda, o sentimento que tive foi da possibilidade, que desperdiçámos, de lá estarmos nas meias-finais. É claro que todas as mais de um milhar de pessoas, das 28 equipas que já regressaram a casa, possivelmente sentirão o mesmo. Também sei que houve equipas melhores que Portugal, mas este é um sentimento que nos fica sempre depois de cada eliminação. Só os representantes de uma das equipas, a vencedora, não terão estas dúvidas. É sempre assim. E o facto de pensar-se, sempre, com optimismo, para a próxima é que será!

No jogo torci pelo Uruguai, jamais me esquecerei do jogo de Nuremberga, e sempre que a Holanda joga, estou com os seus adversários. Começo é a ficar preocupado dado que cada vez me pareço mais com o Mick Jagger. Cada equipa que apoio, como ele, perde. Por isso vou apoiar a Espanha!

terça-feira, julho 06, 2010

Mundial a cores


Faz o que eu digo, não faças o que eu faço


Título de uma notícia do Folha de São Paulo, a propósito de Jorginho, técnico adjunto de Dunga. Vale a pena ler.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Esse foi o sentimento de alguns jogadores da seleção com relação ao auxiliar técnico Jorginho. Braço direito de Dunga na seleção brasileira, ele pregou durante o Mundial que a equipe deveria ficar isolada dentro de um hotel em um condomínio sofisticado de Johannesburgo.

Ele também decidiu pelo fim das folgas para os jogadores durante a Copa-2010. Com Dunga, forjou no grupo que os parentes dos atletas deveriam ficar no Brasil para evitar que o time "perdesse o foco" no torneio.

Alegavam que os jogadores poderiam se desconcentrar do Mundial com os familiares na principal metrópole da África do Sul, cidade com índices de violência superior aos piores vistos no Brasil.

Apesar do discurso de reclusão, Jorginho fez o contrário. Desde o primeiro dia da Copa sul-africana, sua mulher e seus filhos estavam em Johannesburgo. O fato só foi descoberto mais tarde pelos jogadores, que se sentiram traídos pelo auxiliar técnico.
A partir daí, Jorginho foi perdendo o poder no grupo.

O ex-lateral direito, campeão mundial em 1994, também desagradou aos dirigentes. Ele era um dos líderes da ala religiosa da seleção. Jorginho aparelhou a delegação brasileira de evangélicos.

Ele foi o responsável pela contratação de Marcelo Cabo para ser "espião" de Dunga no Mundial. Desconhecido no futebol, Cabo dividia com Taffarel, escolhido por Dunga, a função de observar os rivais do time nacional.

Amigo de Jorginho de igreja, ele só trabalhou em clubes pequenos do futebol, como o Bonsucesso, o Bangu e o desconhecido Atlético de Tubarão (SC). O ponto alto da carreira dele foi ter sido auxiliar técnico de Marcelo Paquetá na seleção da Arábia Saudita, em 2002. No Oriente Médio, treinou times locais.

Jorginho influiu até na escolha dos seguranças da seleção. Um deles foi colocado no posto por ser evangélico.

O auxiliar técnico de Dunga comandava também na seleção as sessões de oração. Um pastor frequentava a concentração para rezar com os jogadores. Lúcio, Josué, Felipe Melo e Luisão eram os atletas mais participativos.

Frequentador da Igreja Congregacional da Barra da Tijuca, Jorginho participa dos cultos quando está no Rio e habitualmente confunde futebol com religião.

No início da carreira como treinador, tentou trocar a mascote do América carioca em 2005. O símbolo do clube é um diabo. Segundo Jorginho, a mascote era uma das responsáveis pela má fase do time --o último título estadual do América foi em 1960.

Ele queria substituir o diabo por uma fênix. A proposta, no entanto, acabou recusada por dirigentes e torcedores do clube.

Recomeço



Da época e da confusão. Não teria sido melhor para todos haver um esclarecimento pedagógico que permitisse avaliar correctamente os porquês de uma mudança de símbolo? Será que uma transferência de um jogador de futebol, por mais importante que seja, terá de levar a um extremar de posições e a palavras tão duras? Penso que não, aliás não me parece que neste mundo do futebol português haja assim tanta gente sem telhados de vidro que se possa dar ao luxo de atirar pedras aos telhados dos outros. Além disso o desporto, o negócio e o espectáculo é de todos, desvalorizando-se um, desvalorizam-se todos. Se calhar estou a ver mal o problema.




segunda-feira, julho 05, 2010

Ajuda/Apoio


Chama-se Telmo Pinão, é atleta com deficiência, e pediu-me para divulgar este apelo. Não o conheço pessoalmente, mas divulgo-o na mesma.


Sou um atleta de alta competição federado pela Federação Portuguesa de Ciclismo e englobo um projecto Paraolimpico acompanhado pela ANDDEMOT - Associação Nacional de Desporto para Deficientes Motores e a FPDD - Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência .


Com o objectivo de obter pontuação a nível internacional para poder participar em outros eventos desportivos de maior dimensão, tais como, Jogos Paraolimpicos 2012, pretendo participar nos próximos dias 16 a 22 de Agosto no Campeonato do Mundo de Ciclismo no Canada , mas nem com o esforço de toda esta massa associativa, dirigentes, treinadores, atletas, etc. está a ser fácil poder participar. E é nessa perspectiva que apelo á vossa sensibilidade para me ajudar a participar neste Campeonato do mundo visto a verba ser um pouco elevada (cerca de 3 mil euros!) e de momento a Associação não ter capacidade de suportar os custos totais.


Agradeço uma resposta o mais breve possível , pois só tenho até ao dia 16 deste mês para confirmar a minha participação á FPDD.



Telmo Pinão

Telm. 912441404

telmopinao@gmail.com

Grandes jogadores


www.fifa.com

http://www.canchalenna.com/


Considerados os três maiores jogadores de futebol do mundo, Kaká, Cristiano Ronaldo e Messi deixaram o mundial, sem grande honra e glória, como tanto esperariam e mereceriam. Abatidos perante a derrota, estas fotos exprimem o que lhes ia na alma. As grandes competições de selecções são cada vez mais o espaço das grandes equipas e dos colectivos, em contraste com o passado, onde os grandes jogadores tinham um peso decisivo. Hoje, as grandes estrelas, apresentam-se quase sempre muito desgastados, física e mentalmente, por épocas intensas e sem tempo para recuperarem. O que foi o caso destes três grandes jogadores.

Manuel Cardoso

Manuel Cardoso se ha convertido en la primera baja del FOOTON-SERVETTO-FUJI en la 97ª edición del Tour de Francia que ayer comenzaba con un prólogo por las calles de Rotterdam. Pese a su inquebrantable voluntad por continuar en carrera, el velocista portugués se ha visto obligado al abandono tras confirmarse que su brutal caída de ayer a cuatro kilómetros de la línea de meta escondía dos fracturas, una en el maxilar inferior de su rostro y otra en la escápula de su hombro derecho, que hacen imposible su continuidad en la gran ronda francesa. Cardoso permanece ingresado en un centro hospitalario de Rotterdam y no podrá tomar la salida en la primera etapa en línea de la carrera, que en apenas dos horas partirá de la ciudad holandesa rumbo a Bruselas. Con su retirada, el FOOTON-SERVETTO-FUJI pierde a su gran baza para las previsiblemente numerosas llegadas masivas de la primera semana de competición, mientras que Cardoso suma un nuevo infortunio en una campaña en la que, pese a su gran inicio con victoria de etapa en el estreno del UCI ProTour en el Tour Down Under, una caída en la Vuelta al Algarve ya le mantuvo alejado varias semanas de la competición.
Manuel Cardoso não resistiu a duas fracturas e foi obrigado a desistir do seu primeiro Tour. Recuperacão rápida é o que lhe desejo.

domingo, julho 04, 2010

Tour de France - 1 -

Foto: Facebook Footon-Servetto-Fuji

El velocista portugués se va al suelo en el peligroso prólogo de Rotterdam y sufre un fortísimo golpe en la cabeza, que pone en duda su continuidad en la carrera. Cancellara, primer líder


No ha podido comenzar de peor modo el FOOTON-SERVETTO-FUJI su primera participación el Tour de Francia. El equipo más joven de la 97ª edición de la Grande Boucle ha visto como uno de sus hombres más importantes, el velocista portugués Manuel Cardoso, sufría una dura caída en el transcurso del prólogo de 8,9 km que ha abierto la carrera en la localidad holandesa de Rotterdam. Cardoso se ha ido al suelo a falta de cuatro kilómetros para el final en una de las curvas más peligrosas de un recorrido altramente deslizante a causa de la pertinaz lluvia que ha caído durante toda la tarde. El galo ha sufrido un fuerte golpe en su clavícula y, sobre todo, una enorme brecha en su cabeza que ha hecho temer por el abandono inmediato del luso que, sin embargo, ha querido concluir la etapa antes de ser imediatamente evacuado a un hospital de Rotterdam para ser examinado de sus lesiones y dirimir su continuidad en la gran ronda francesa.

"No estaba arriesgando demasiado -comenta su director deportivo, Joxean Fernández Matxin-, pero creo que ha pensado que la curva no se cerraba tanto y la ha tomado prácticamente recto. El golpe ha sido brutal y la verdad es que nos hemos asustado mucho al ver cómo tenía la cabeza. Veremos si puede seguir porque él le ha echado mucho valor: sólo quería levantarse del suelo y, ya en la ambulancia, decía que iba a seguir como fuera".

Imagem impressionante de Manuel Cardoso à chegada do Prólogo do Tour de France. Deu uma queda bastante perigosa e chegou à meta neste estado. Foi o último mas não desistiu. Deu entrada imediata no hospital após a chegada. Um exemplo de tenacidade, sofrimento e coragem.

Parreira versus Domenech


Um cartoon de um jornl sul-africano analisando com humor o desentendimento entre Parreira e Domenech.

Os deuses devem estar distraídos



Sinceramente, quando alguém na sua vida atinge um determinado estatuto, quase sobrenatural, deveria ser poupado a qualquer tipo de humilhação. Custa muito ver Maradona a passar por estes momentos. Perder, acontece a todos. Desta forma não deveria acontecer a Maradona.

sábado, julho 03, 2010

África do Sul

Começou mal a nossa história em Magaliesburg. Primeiro com uma grande indefinição sobre a segurança que se tornou escaldante com o assalto aos jornalistas portugueses. Aos poucos foi-se recompondo a organização local e após alguns dias tudo ficou bem. Na hora da despedida só temos de dizer bem e muito obrigado. Fizemos oito viagens de avião internas num total de cerca de 16 horas. Movimentámos em permanência cerca de 70 pessoas - FPF, mais a FIFA TV Crew, mais a segurança. Jogámos quatro jogos em três estádios. As operações policiais de apoio tiveram diariamente a envolvência de mais de trinta elementos. Tivemos sempre connosco, como voluntários, nos treinos e no centro de imprensa, uma média de quinze jovens sul-africanos. No hotel trabalharam com a selecção nacional cerca de 70 empregados. No total, as movimentações diárias da selecção nacional envolviam por isso mais de duzentas pessoas. Problemas? Zero, ou praticamente zero. E isso tem de ser realçado. Tivemos sorte? Talvez. Merecemos essa sorte? Trabalhámos e muito para isso. De qualquer forma, e mais uma vez, obrigado a Valley Lodge, Magaliesburg, Mogale City e Bekker High School. Obrigado África do Sul.

Brasil



Acontece aos melhores.

Quartos de Final



Dois jogos, duas histórias antagónicas, situações dramáticas, sofrimento, alegria. Fez agora quatro anos que também sentimos a alegria que ontem os uruguaios saborearam. Nessa altura o adversário era a Inglaterra. É indescritível o que se sente quando se ganha desta maneira. Por isso revivi esta vitória do Uruguai como poucos. Curiosamente torcia para que os africanos do Gana chegassem às meias-finais, por eles, e pelo seu continente, pelo qual sinto muita paixão, África merecia. De qualquer forma dois bons jogos, e, especialmente este Uruguai/Gana, vai ficar na história dos mundiais. Se não tivesse visto não acreditava. "El Loco", Panenka, Postiga, três nomes, três histórias. A magia do futebol no seu estado mais puro.

sexta-feira, julho 02, 2010

Recusa

Não é censura, é uma forma de evitar cair na vulgaridade, impedir a publicação de alguns comentários onde se utilizam palavras muito pouco correctas. O autor anónimo do comentário sobre Roquete, se pretender que a sua opinião seja aqui publicada, terá de retirar todos os termos ofensivos que utilizou contra o jornal e os jornalistas envolvidos. Pode dizer o mesmo sem ofender. E aí, mesmo eventualmente não concordando, publico.

Derrotas

No momento da vitória, estão lá todos, sempre. Para a foto, para a comissão, para o autógrafo, para o beijinho. Na hora da derrota, muitos fogem em silêncio e outros, que davam palmadas nas costas feitos amigalhaços, gritam “eu bem avisei”. Não sou desses, quer por (de)formação pessoal, quer pelo facto de ter no coração um clube que nos ensina mais a lidar com as derrotas, que com as vitórias: o Belenenses.

Se ter o privilégio de partilhar algumas ideias neste espaço tão bem gizado pelo Carlos Godinho já era uma honra, é com indisfarçável orgulho que o faço neste momento, em que o que é fácil é gritar “eu bem avisei”.

Há dois anos atrás, quando iniciámos esta longa caminhada rumo ao Mundial 2010, fui dos que tinham dúvidas sobre a anunciada “facilidade” do nosso grupo de qualificação. Disputar o primeiro lugar com a Suécia e Dinamarca e ainda apanhar a Hungria no grupo, traz uma certa dificuldade de prognóstico, pois a Suécia é normalmente um outsider como nós e a Dinamarca estando uns furos abaixo, é também uma selecção sempre complicada.

Acresce a isso que a nossa selecção vinha em perda de valores individuais desde 2004, apesar de nesse período terem surgido alguns jogadores importantes, mas na globalidade o nível geral decresceu ligeiramente. O início da qualificação trouxe-nos um sonho, e um pesadelo, tudo no mesmo jogo: a uma exibição inimaginável contra a Dinamarca, que podia ter resultado numa vitória por números obscenos (não fosse o nosso crónico problema de finalização) e que nos lançava para uma Fase de Qualificação afirmativa, olhando os adversários de cima para baixo, juntou-se uma derrota surreal, nos últimos minutos, em lances bizarros, que nos baralharam as contas da qualificação de forma veemente.

O alarme soou com o nosso empate na Albânia. Porém, ao contrário do que era por muitos afirmado, continuávamos na corrida. E um percurso imaculado daí em diante, com um play-off passado com distinção, colocaram-nos no Mundial. Aqui chegados, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, era nossa meta a passagem da Fase de Grupos.

Assim aconteceu, com a melhor defesa e melhor ataque do torneio. Calhou-nos em sorte, nos oitavos-de-final, a campeã europeia, Espanha, uma das melhores selecções da actualidade, com a particularidade de ter um tipo de futebol muito próprio e ao qual ainda ninguém conseguiu dar cabal resposta nos últimos anos. Olhámos o adversário nos olhos, e perdemos na única vez que a Espanha conseguiu penetrar na nossa defesa (o seu ponto forte).

Saímos do Mundial mais fortes do que entrámos. Às dúvidas que Eduardo lançava ainda há um mês, respondeu o transmontano que sai da prova como um guarda-redes de nível mundial, ambicionado pelas maiores equipas da Europa. Saímos com uma defesa quase intransponível, mundialmente reconhecida. Pecámos apenas na zona ofensiva, muito por culpa de falta de opções. Recorde-se que Silvestre Varela e Ruben Micael lesionaram-se a poucos meses do Mundial quando eram opções a começar a ter em conta. Nani, elemento em destaque nos últimos meses quer em Manchester, quer na Selecção, lesionou-se já no estágio. E Bosingwa, ao contrário do que possa parecer, faz uma falta tremenda no desbloqueio de situações ofensivas, nunca me preocupou a sua substituição cá atrás, o que faz falta é o “abre-latas” lá à frente.

Fomos eliminados pelo campeão europeu, que nos últimos 4 anos perdeu apenas 3 jogos (na qualificação para o Euro 2008). Somos uma equipa em crescendo e daqui a 2 anos há o Euro 2012, já sem alguns dos que estiveram presentes nos últimos anos, mas com outros que estão na calha e, esperemos, com mais sorte. Porque no fundo o futebol é um jogo. E, num jogo, a sorte é sempre meio caminho andado para o sucesso. Obrigado a todos por nos terem feito acreditar que era possível, pese embora as contrariedades que sempre se encontram em qualquer caminho.

Um texto de Luciano Rodrigues

Sem palavras


Não está em causa a dificuldade de análise do lance bem como a sua rapidez. Penso aliás que dada a posição do árbitro-assistente seria impossível sancionar este fora-de-jogo. Mas que ele existiu não me parece haver dúvidas. Outra questão é a do número de jogadores portugueses envolvidos nesta acção em tão curto espaço do campo. Contando com Eduardo que não está na foto, só faltará, parece-me, Ronaldo. Portanto, dez contra três, e mesmo assim deu golo. O futebol tem disto. Uma oportunidade, uma falha, um detalhe, um golo, uma vitória, uma eliminação.


Engolir sapos


Que pena tenho de não poder exprimir tudo o que me vai na alma sobre algumas pessoas que durante este período do mundial falaram dos percursos anteriores da selecção nacional. Para mim a selecção nacional será sempre a minha equipa, ganhe, perca ou empate. Com este, como foi com os anteriores ou será com os próximos seleccionadores nacionais, enquanto por cá andar neste mundo. A Selecção Nacional será sempre a melhor equipa do mundo, a mais bela, aquela por que mais sofrerei. Em qualquer circunstância. A Selecção Nacional para mim são afectos, é "o nós" em oposição ao "eu", é a história de todos, não só de alguns, são as cores da bandeira, é o hino, e é esse conjunto de sentimentos que fazem dela a minha equipa. É equipa de Jorge Vieira, Azevedo, Matateu, de Travassos, de Hernãni, de Eusébio, de Futre, de Figo, Rui Costa, de Petit, de Deco, de Simão, de Ricardo, de Vitor Baía, de Fernando Couto, de Cristiano Ronaldo e hoje de Fábio Coentrão e de Eduardo, e de todos os outros que vestiram aquela camisola. É a equipa de Ribeiro dos Reis, de Otto Glória, de Juca, de António Oliveira, de Scolari e Queiroz. Não só de um, mas de todos. Com actos positivos e negativos, de vitórias e derrotas. Era este o espírito de muitos com quem aprendi, sobretudo lendo, porque infelizmente não os conheci. Cândido Oliveira, Vitor Santos, Carlos Pinhão, Aurélio Márcio e tantos, tantos outros. Infelizmente, alguns ilustrados comentadores(??) e analistas, mexendo nos números, nos resultados, sobretudo nos ódios, fizeram os impossíveis para demonstrar aos portugueses que a história foi fraca. Como se enganam. É o conjunto dos bons e dos maus momentos que faz desta selecção o que ela é hoje. E ela hoje é uma referência no mundo do futebol. Mesmo tendo perdido nois oitavos do mundial. E aí volto ao princípio desta entrada. Para que conste que nada mudou nos meus princípios e nas minhas ideias.




quinta-feira, julho 01, 2010

Vuvuzela no Ténis


Nadal e a vuvuzela!

Lisboa, Portugal

De regresso ao nosso País depois de uma viagem longa mas tranquila. Despedidas comovidas em Magaliesburg, Valley Lodge e Joanesburgo. Foi bonito de se ver e é pena que não hajam imagens públicas desse momento. Já em Lisboa, um primeiro contacto com a comunicação social e a leitura de algumas declarações e comentários, com muito disparate à mistura, alguns até de ex-jogadores o que é de lamentar. Mas enfim, momentos típicos após uma derrota. Nem sempre somos grandes quando perdemos. Pela primeira vez tive oportunidade de ouvir e ver em toda a sua extensão, as declarações de Cristiano Ronaldo. Estou convicto de que essas declarações, foram no sentido de que ouvissem Carlos Queiroz que seria a pessoa mais abalizada para analisar o jogo, não me parecendo que houvesse aí qualquer crítica. Tratou-se tão só de evitar falar a quente, após uma derrota sofrida, o que demonstra experiência. Foi no balneário que mais se sentiram as mágoas da derrota e aí a tristeza imperava. Nada mais.