
O maior cego no futebol, é aquele que só vê a bola...
Nelson Rodrigues
Numa tarde de Maio de 1991, 18 jovens, cada um com uma placa na mão, com uma letra impressa, apresentaram-se no relvado do Estádio Nacional, no intervalo da Final da Taça de Portugal. Juntas as 18 letras, formou-se esta frase. Luís Figo, Rui Costa, João V.Pinto, Jorge Costa, Rui Bento, Brassard, Peixe, entre outros, eram os jogadores que formavam esse grupo. Semanas depois, em Lisboa, mas no Estádio da Luz, perante 127.000 espectadores, tornaram-se Campeões do Mundo Sub/20.







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Foto: ASF



Em Pé: Pedro Mousinho (Organização), Brassard (Louletano DC), Toni (FC Porto), Cao (FC Porto), Jorge Costa (FC Penafiel), Abel Xavier (CF Estrela Amadora), Capucho (Gil Vicente), Figo (Sporting CP), Tó Ferreira (FC Famalicão) e Carlos Godinho (Secretário).Ao Meio: António Gonçalves (Técnico de Equipamentos), José Catoja (Fisioterapeuta), Dr. Camacho Vieira (Médico), Rui Caçador (Treinador), Carlos Queiróz (Seleccionador de Juniores), Engº. Azevedo Félix (Vice-Presidente da FPF), Dr. Fernando Peixoto (Director da FPF), Nelo Vingada (Treinador), Agostinho Oliveira (Treinador) e Dr. Carlos Neves (Médico).Sentados : Gil (SL Benfica), Luis Miguel (Rio Ave FC), Paulo Torres (Sporting CP), João V. Pinto (Boavista FC), João O. Pinto (Atlético CP), Nelson (SC Salgueiros), Rui Costa (AD Fafe), Rui Bento (SL Benfica), Tulipa (FC Porto) e Peixe (Sporting CP). 

www.cdaves.pt
O jornal A Bola de ontem, publicou uma curiosa notícia, assinada por Rui Amorim, sobre o plantel do CD Aves. Este clube tem contrato com 26 jogadores, dos quais 24 são portugueses e dois brasileiros. Julgo que este é de facto um registo único nas ligas profissionais, e um caso muito interessante a merecer reflexão. O CD Aves encontra-se em 8º lugar na Liga Vitalis. Um exemplo a seguir. Nem tudo é mau e negativo no nosso futebol.
Fotos: Francisco Paraíso



Foto: Francisco Paraíso
Durante este fim-de-semana, tive oportunidade de ver jogos dos campeonatos de Portugal, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Itália. O que mais me chamou a atenção na actuação das equipas de arbitragem de todas estas partidas, não foram as questões técnicas, para as quais não me sinto especialmente vocacionado analisar, mas as medidas disciplinares, ou melhor, a falta delas, no que à nossa prova diz respeito. É de facto grande a diferença de atitude das nossas equipas de arbitragem, comparada com as dos outros países, particularmente no que refere aos protestos dos jogadores e treinadores. Os nossos árbitros não percebem, ou não querem perceber, ou não os deixam perceber, que têm de se fazer respeitar, usando os meios que estão ao seu alcance, para evitar cenas perfeitamente incríveis de desrespeito total? Será que em qualquer outra actividade, desportiva ou não, alguém falta ao respeito ao juíz como acontece no futebol português? E qual a razão que leva a que os nossos jogadores e treinadores não tenham o mesmo comportamento nas competições europeias? Nos jogos de selecções, basta por vezes um simples levantar de braços, como aconteceu a Ronaldo, na Sérvia, em 2005, para imediatamente se ser admoestado com um amarelo! Ou é pelo simples facto de nessas competições, dois amarelos, equivalerem a um jogo de suspensão? Se calhar é isso...ou não!