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quinta-feira, janeiro 13, 2011

Guarda-redes


Durante muitos anos praticamente não existiu discussão genérica  sobre a qualidade dos guarda-redes portugueses. Os três mais internacionais, Vitor Baía, Ricardo e Bento, juntos, somaram cerca de 43,5 % dos jogos da Selecção Nacional, ou seja, 222 jogos, e tiveram sempre atrás de si uma segunda linha de grande qualidade que dava resposta a qualquer problema. Hoje porém não é assim e Rogério Azevedo, jornalista de "A Bola", analisou ontem no seu jornal a questão dos que jogam na nossa Liga Profissional. Chamou a atenção para o facto de só estarem a jogar, como pirmeiras opções, Rui Patrício, Ventura, Paulo Santos, Rui Rego e Ricardo Batista. Os restantes portugueses são suplentes. Quer isto dizer que além de Eduardo que é titular do Génova, não existem mais opções para a baliza de Portugal, dado que Quim, Ricardo e Daniel Fernandes não jogam  por motivos diversos e os dois primeiros já começam a estar com uma idade avançada.
Este é um cenário deveras preocupante para o futuro, apesar de Patrício, Ricardo Batista e Ventura serem bastantes jovens. Tirando o primeiro, opção número um clara no Sporting, os outros dois jovens ainda estão numa fase de cimentarem a sua carreira e a qualquer momento poderão sair, como é infelizmente hábito no futebol português. Este cenário é ainda mais penalizador se descermos de escalão e quisermos encontrar os guarda-redes das selecções Sub/21 e Sub/20, a última das quais irá disputar o Mundial na Colômbia, em Agosto próximo. Por exemplo, os dois jogadores que ocuparam a baliza no último jogo com Montenegro foram, Cláudio Ramos, do Amarante,  e Michael Domingues, terceira opção no União de Leiria. Ou a muito curto prazo se trava a chegada de jogadores estrangeiros para as camadas jovens do futebol português, e se aplicam regras para se criarem oportunidades para que os mais jovens saídos dos juniores possam jogar, ou dentro de dez anos ou mesmo menos, ser Seleccionador Nacional, em Portugal, será uma tarefa quase impossível. 

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Formação


Portugal/França, no Estádio Nacional, no dia 25 de Novembro de 1987, com o resultado favorável a Portugal por 2/0. Esta equipa viria a apurar-se para o euro da categoria, onde se sagrou vice-campeã da Europa, e mais tarde tornar-se-ia campeã do mundo sub/20. Cinco destes jogadores viriam a ser internacionais "AA" e três deles teriam uma carreira de grande prestígio internacional, Paulo Sousa, Fernando Couto e Vitor Baía.
Em pé: Paulo Sousa (SL Benfica), Valido (SL Benfica), Amaral (Sporting CP), Morgado (FC Porto), Fernando Couto (FC Porto) e Vitor Baía (FC Porto)
Em baixo: Filipe (SCU Torreense), Abel Silva (SL Benfica), Paulo Ribeiro (Sporting CP), Paulo Alves (FC Porto) e Tó-Zé (Leixões SC)

quarta-feira, agosto 19, 2009

Incomparáveis





Na "A Bola" e no DN de 2ª feira, foram publicados dois artigos que abordaram o mesmo assunto, mas com sentimentos diferentes. O primeiro, da autoria de Fernando Guerra, aproveitou a dífícil situação profissional por que passa Ricardo, colocando-o em comparações, despropositadas, com Vitor Baía. O segundo, da autoria de João Lopes, faz uma abordagem correcta e humana sobre situações deste tipo.

"Hoje aos 39 anos, Baía continua a ser o futebolista com mais títulos no Mundo, é director de relações externas no FC Porto e finalista no curso de gestão do desporto do Instituto Superior da Maia. Ricardo, aos 33, perdeu a titularidade na equipa de Portugal, e foi achincalhado pelo presidente do Bétis, considerando-o culpado pela despromoção do clube. Afinal, não passou de peão de conveniência, iludiu-se. Serviu para alimentar um capricho: excluir Vitor Baía da Selecção, apenas isso. Não são comparáveis. Que os mais novos saibam retirar ensinamentos desta lição"


Na óptica do jornalista e se pudessemos voltar atrás, estou a ver Ricardo a dizer a Luiz Felipe Scolari: "Mister, não me convoque por favor, que o Baía tem mais títulos que eu e vai tirar um curso daqui a uns anos. Por favor mister, não me faça isso, porque qualquer dia vai aparecer por aí um jornalista a derreter-me!"


"O imaginário futebolístico português está cada vez mais ferido por este tipo de processos em que, com chocante facilidade, se fabricam "heróis" para usar e deitar fora. Veja-se o caso de outro guarda-redes, Ricardo, muito celebrado pelo seu protagonismo nos quartos de final do Euro 2004, quando a selecção portuguesa eliminou a Inglaterra. O empolamento das proezas de Ricardo nesse jogo (com o célebre tirar das luvas para defender um pénalti) contrasta com a imensa indiferença com que, actualmente, é tratada a sua passagem não muito feliz pela equipa espanhola do Bétis: será que estes "heróis" já não merecem ser considerados quando, desportivamente, as coisas lhes correm menos bem?"

Há uma enorme diferença no tratamento da mesma notícia. A primeira, não consegue disfarçar uma atitude crítica bem negativa, para com um jogador que foi, bem ou mal, não interessa para este caso concreto, internacional por Portugal por 79 vezes. Mais que não fosse, só por isso, mereceria um pouco mais de respeito. A segunda, analisa com frieza e correcção uma situação corrente no mundo do futebol, os "heróis" descartáveis.

O mesmo assunto, duas análises, uma feita desrespeitosamente, a outra, a colocar uma questão que atravessa o futebol em todos os sentidos, o esquecimento dos "heróis" do momento.

quinta-feira, junho 11, 2009

História (4)


Luís Figo, Pauleta, Vitor Baía, Rui Costa e Fernando Couto, recebendo prémios da FPF pelo número de internacionalizações. Que grupo de jogadores! Que momento fantástico!