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sábado, julho 24, 2010

O pior do Mundial - 1 -

Foto: Valley Lodge

Termino este conjunto de reflexões sobre o Mundial 2010. Já falei do que gostei e agora abordo o que achei menos bom. Sobre as equipas e jogadores não me pronunciarei dado que os jornalistas e comentadores já disseram tudo o que havia para dizer, e é esse o seu papel, e diga-se em abono da verdade, que na generalidade as opiniões foram bastante uniformizadas. No entanto numa opinião por dentro do mundial, e dos seus aspectos organizativos, houve duas áreas que me pareceram estar bastante mal. Hoje falo somente de uma delas. Em breve falarei da segunda.


1. Match - a empresa, hoje com este nome, que há bastante tempo controla as áreas de bilhética, alojamento e viagens de todos os mundiais. O negócio está aí. Imagine-se os milhares de quartos reservados, as também milhares de viagens organizadas e os milhões de bilhetes para venda, desde a simples entrada para adepto, até à hospitalidade, e calcule-se os valores em cima da mesa. Mas isso, enfim, alguém teria de fazer, e alguém teria de ganhar, o que me espantou verdadeiramente foi a enorme falta de qualidade dos serviços prestados às equipas, particularmente nos "team base camp". Foi a primeira vez, em três mundiais e quatro europeus, que assisti às cenas que envolveram mais de uma dezena de equipas, entre as quais Portugal, com as mais recambolescas decisões que prejudicaram seriamente algumas dessas equipas, em favor de outras. A "estória" com Portugal fica para ser contada mais tarde e é verdadeiramente surrealista. Um universo de pequenas mentiras, ameaças, descontrolos e decisões sem o mínimo de senso. Se tivesse que atribuir uma medalha de latão, estava entregue desde já à Match e aos seus responsáveis, embora a larga maioria dos seus funcionários tudo tenham feito para tentar evitar maiores dissabores à empresa e por consequência ao mundial. Esperemos que no Brasil funcionem com outra qualidade e que todas as equipas sejam tratadas em pé de igualdade.

sábado, julho 03, 2010

África do Sul

Começou mal a nossa história em Magaliesburg. Primeiro com uma grande indefinição sobre a segurança que se tornou escaldante com o assalto aos jornalistas portugueses. Aos poucos foi-se recompondo a organização local e após alguns dias tudo ficou bem. Na hora da despedida só temos de dizer bem e muito obrigado. Fizemos oito viagens de avião internas num total de cerca de 16 horas. Movimentámos em permanência cerca de 70 pessoas - FPF, mais a FIFA TV Crew, mais a segurança. Jogámos quatro jogos em três estádios. As operações policiais de apoio tiveram diariamente a envolvência de mais de trinta elementos. Tivemos sempre connosco, como voluntários, nos treinos e no centro de imprensa, uma média de quinze jovens sul-africanos. No hotel trabalharam com a selecção nacional cerca de 70 empregados. No total, as movimentações diárias da selecção nacional envolviam por isso mais de duzentas pessoas. Problemas? Zero, ou praticamente zero. E isso tem de ser realçado. Tivemos sorte? Talvez. Merecemos essa sorte? Trabalhámos e muito para isso. De qualquer forma, e mais uma vez, obrigado a Valley Lodge, Magaliesburg, Mogale City e Bekker High School. Obrigado África do Sul.

quarta-feira, junho 30, 2010

De regresso


Hoje pelas 20.00 horas sairemos de Joanesburgo em direcção a Lisboa. Para trás ficam quarenta e nove dias de trabalho em conjunto desde o início na Covilhã e alguns meses de planeamento que antecederam esta prova. De Magaliesburg, da Bekker High School, de Mogale City, de Valley Lodge, já sentimos saudades. Pessoas sérias e amigas proporcionaram-nos momentos muito agradáveis que jamais esqueceremos, para o Jimmy, Kobie, Mike Simpson, Sipho, para os empregados do hotel, para os voluntários do campo de treinos e do centro de imprensa, para os polícias, militares e motoristas que nos acompanharam desde a primeira hora, para os pilotos da South Africa Express, José Araújo e Paulo Martins que se despediram comovidos nesta última viagem de Capetown a Lanseria, para o Paulo Marques, responsável pelos transportes, para o Luís Magalhães, nosso TLO, e para tantos outros que conviveram connosco dias e dias a fio, o nosso muito obrigado, e até um dia destes. Por mim, levo a África do Sul e esta região em particular, no meu coração. Estou convicto, que muitos de nós sentirão o mesmo que eu.