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terça-feira, fevereiro 08, 2011

A Distância e o Caos

Aqui longe, após termos deixado Portugal há uma dúzia de horas já tudo parece distante e os factos são vividos com grande relativismo. O que conta é se Ricardo Costa chegou bem e a preparação do treino de daqui a pouco. Mesmo assim, não pode deixar de nos surpreender os acontecimentos no nosso País e no nosso futebol. A entrevista, mas sobretudo os termos utilizados, de Costinha, os novos messias de verde vestidos, o Ministério Público e a FPF, etc., etc.. Um mundo a roçar o surrealismo na véspera de um Argentina/Portugal onde vão estar em campo os dois melhores jogadores do mundo e duas das melhores selecções, a quinta e a oitava no ranking FIFA. Se analisarmos todos estes factos perceberemos que algo não bate bem e certo. Um futedol que consegue gerar uma selecção que disputará um encontro de dimensão mundial não consegue encontrar uma saída interna para os seus problemas? Ou esta selecção é de outra dimensão e vive num outro patamar de organização ou este futebol e este país consegue viver no caos tendo como únicas referências dois ou três clubes e uma selecção, sendo o resto a confusão total. Ou como diria José Saramago, e escrevi aqui há uns meses: "O caos é a ordem por decifrar"!




quinta-feira, julho 29, 2010

Fórum Social Mundial

Andava numa daquelas leituras descontraídas de férias quando descobri um texto de José Saramago dirigido ao Fórum Social Mundial, e publicado no DN. Fala de justiça e tem enorme qualidade, pelo que aconselho a sua leitura. Lembrei-me deste assunto a propósito do que se passou com o chamado caso "Freeport", e do facto de só agora, José Sócrates, Primeiro-Ministro de Portugal, ter ficado completamente afastado de suspeita de envolvimento. Seis anos depois. Com a evidente cobertura da jutiça que permitiu este processo de intenções verdadeiramente vergonhoso. Essa mesma justiça, que por exemplo tem tratado do caso Casa Pia, e de todos os outros casos que se encontram em banho-maria, esperando a mais que provável absolvição dos acusados. Como aconteceu no caso Apito Dourado e em tantos outros que se vão seguir. Não consigo perceber para quê acusar, fazer sofrer as pessoas anos a fio, se já se sabe que vão ser ilibados. Para quê juízes, tribunais, se o resultado é sempre o mesmo. Para os poderosos claro, porque para os pilha-galinhas, aí os nossos juízes não têm clemência, e exercem o seu poder de uma forma séria. Lembrava-me ainda a propósito deste assunto, da prisão dos assaltantes de uma loja de bicicletas no Algarve, há duas semanas, suspeitos da morte de um polícia que mesmo assim foram imediatamente libertados por uma juíza. Se fosse suspeito de ter morto um juíz, aí a senhora doutora juíza teria concerteza tomado outra decisão, mas era de um polícia que se tratava, enfim, há aí tantos, nem se nota. Eu acho que o Governo, acerca das férias judiciais, em vez dos dois meses que os senhores juízes pretendiam, deveria dar-lhes doze meses. Ao menos escusavam de representar esta farsa. Sei que estou a ser injusto para muitos, sérios, que fazem o seu trabalho de forma exemplar, mas é o que sinto acerca desta trapalhada que todos os dias nos entra pela casa dentro. E aí volto de novo ao José Saramago, ele fala de justiça, desta justiça, de uma forma fantástica.

quarta-feira, junho 23, 2010

José Saramago

Foto: Francisco Paraíso

Saramago, independentemente das suas convicções políticas, que pouco me interessam, era um português como qualquer um de nós, que como disse numa entrada anterior, atingiu um patamar de valor e prestígio superior às pessoas comuns. Citando mais uma vez os Lusíadas "E aqueles que por obras valerosas, da lei da morte se vão libertando", Saramago há-de continuar vivo através da sua obra. Aqueles que não comungam destes princípios têm o direito de o dizer, mas deveriam pelo menos respeitar o trajecto literário e cultural que ultrapassou em muito o nosso espaço. Tenho é a certeza de uma coisa, dados os comentários do "L'Osservatore Romano", se Saramago tivesse vivido no tempo da Inquisição. tinha acabado na fogueira. A Selecção Nacional prestou-lhe uma singela homenagem.

domingo, junho 20, 2010

Saramago


No nosso País existe alguma gente pequena e mesquinha. Incapazes de passarem a fronteira da sua própria rua, criticam quem mal conhecem e quem passou essa linha, não só da rua, mas também da cidade e do país, tornando-se cidadãos do mundo. Ainda há bem pouco tempo coloquei aqui uma entrada sobre "Caim", um dos livros, não sei se o último, de José Saramago. Obra polémica que adorei. Outros detestarão. É o sinal da vida e da liberdade. O que não se pode contestar é a universalidade da sua obra. Por isso, bem longe de Lisboa, só essa ausência me impede de o homenagear presencialmente. Fica aqui este meu registo e de mais alguns que pensam como eu.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Caim


Aproveitei este período para colocar alguma leitura em dia. Caim, de José Saramago, foi um dos livros que li. Compreendo agora, não só as palavras de Saramago, que reproduzo, mas também as dos que o contestaram. Com toda a sinceridade, gostei muito deste livro, mais do que da maioria das anteriores obras do autor. É de facto muito polémico, mas Saramago, aborda ali, de uma forma livre, muitas das expressões com que diariamente muitos católicos colocam a si mesmo sobre o seu Deus. O que é certo é que não faço como aqueles que Saramago critica, ou seja, falar sem lerem o livro. Aconselho a leitura, livre, desapaixonada e sem tabus.


O escritor José Saramago afirmou que "Caim" suscitou "incompreensões" e "ódios velhos", um "alvoroço" não suscitado pelo livro mas pelas declarações por si proferidas.

"Desperto muitos anti-corpos" disse o escritor que com ironia referiu ser este o "livro que mais se tem falado apesar de não ter sido lido". Uma situação que qualificou de "magia e quase milagre" por "se ter dito tanto sobre um livro que não leram".

"Com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um livro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia". Pilar del Rio







sexta-feira, novembro 13, 2009

Técnico da Selecção Brasileira

“Todo brasileiro é um técnico de futebol frustrado. Deus é brasileiro. Logo, Deus é um técnico de futebol frustrado? Como Deus tudo pode, é provável que Ele seja o verdadeiro técnico da seleção, e os mortais que assumem a função apenas suas fachadas. Todos os técnicos da seleção brasileira seriam, na realidade, prepostos de Deus, o que explica o seu ar arrogante e sua recusa em aceitar nossos palpites.”

Não, este texto não é de José Saramago e do livro "Caim", mas de Luís Fernando Veríssimo. Afinal "hereges", bem ele - segundo a Igreja - não pode ser considerado "herege" porque é ateu, existem em todo o lado. Neste caso heresia aplicada ao futebol...

quinta-feira, agosto 06, 2009

José Saramago e o Twitter

"O Twitter não é mais que a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até ao grunhido"
Acho que José Saramago simplificou um pouco, parecendo-me uma análise demasiadamente simplista. No entanto é um facto que estas novas formas de comunicação permitem evidentes maus tratos à nossa língua. Não sei se nos outros países se passará o mesmo, mas quase de certeza que este é um processo global a que ninguém escapa. Do que eu estou certo é que o twitter não é o principal responsável pela forma como se vem falando e escrevendo em português. Os responsáveis são outros. Talvez a FENPROF e o Ministério da Educação tenham uma palavra a dizer sobre o assunto.