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sábado, maio 29, 2010

Dia grande

Foto: Francisco Paraíso

Excelente o dia, não só de temperatura, mas também de pequenos episódios e histórias. Treino de manhã, acção de trabalho com a Força Aérea à tarde, João Garcia ao fim do dia. Tudo muito bom e com grande intensidade. A palestra de João Garcia vai ficar para a história da Selecção Nacional. Bruno Alves no final disse-lhe, humildemente: "João, quando falavas, estava assim deste tamanho" e juntava dois dedos da mão para dar a ideia de ficar pequenino. Homem brilhante e de grandes convicções ficará para sempre nos nossos corações. Grande momento.

quarta-feira, abril 28, 2010

João Garcia


De regresso Portugal, João Garcia disse que a subida ao Annapurna foi mais fácil do que pensava. Mais fácil! A seguir, a perguntas sobre a descida, teve uma expressão curiosa: "Não quis estragar tudo como o Zidane"

Agora que cumpriu todas as etapas acima dos oito quilómetros de altitude, João Garcia crê que «fazer mais e melhor é a única maneira de crescer como pessoa» e recorda: «Só há dez pessoas que podem dizer que conseguiram isto sem o recurso a oxigénio artificial. Agora que passei essa linha continuo o mesmo. Sinto-me estranhamente normal.»

O alpinista português fez muitos sacrifícios ao longo deste projecto, com repercussões físicas visíveis. Ainda assim, acredita que «valeu a pena» o esforço. «Não vou esconder o orgulho, este é um projecto que me avalia perante o grande público, tenho outras coisas em que poderei ser avaliado pelos meus pares, por outros alpinistas.»

A meio da conferência de imprensa, alguns amigos interromperam e decidiram questionar João Garcia. Um quis saber porque descera do cume tão devagar. «No ano passado fiz um esforço grande, ao descer no mesmo dia que tinha chegado ao cume. Arrisquei mais. Mas esta montanha é muito perigosa, tive respeito e desci devagar. Eu escalei sozinho e descer assim foi uma decisão táctica. Conheci um alpinista que, na última montanha de oito mil metros, das 14, faleceu na descida. Desci com calma, para não estragar tudo, como o Zidane, naquele último jogo.»

Se o nosso mundo tem cada vez menos referências e os valores da ética, do trabalho e da determinação vão sucumbindo perante a falta de princípios, podemos considerar que João Garcia é um exemplo a seguir.


domingo, abril 18, 2010

terça-feira, março 23, 2010

João Garcia


João Garcia vai tentar subir ao Annapurna, o último grande cume acima dos 8.000 metros que ainda não escalou, para completar o seu "Grand Slam", composto pelas 14 montanhas acima dessa altitude. A partir de hoje e com regularidade vou seguindo aqui esta odisseia do nosso compatriota.


Publicação: 22-03-2010 19:38

"Não estava aqui há 7 anos, é engraçadíssimo reavivar a memória", diz João Garcia

No acampamento-base do Pumori, João Garcia e a maioria dos elementos que integram a expedição ao Annapurna, preparam-se para atacar o cume de 7 mil metros, que servirá de aclimatação para o objectivo da aventura.

http://sic.sapo.pt/joaogarcia


domingo, julho 12, 2009

João Garcia

O seu 13º pico acima dos 8000 metros
João Garcia atinge o cume da "Montanha Assassina" no Paquistão
11.07.2009 - 08h32 Lusa
João Garcia alcançou ontem o pico Nanga Parbat (8125 metros), no Paquistão, a 9.ª mais alta montanha do mundo e 13.º dos 14 picos acima dos 8000 metros que o alpinista português pretende conquistar.

Também conhecida como Montanha Nua - em transcrição literal do sânscrito - devido aos seus declives estéreis e abruptos, o Nanga Parbat era um "osso duro de roer" para João Garcia, de 42 anos, que já havia tentado a escalada em 1996, impossibilitada pelas condições atmosféricas.

Tão famosa e difícil como o K2 (8611 metros), Naga Parbat é também conhecida como "Montanha Assassina" desde que uma avalancha soterrou uma expedição germânica, em 1937.

Vias difíceis, glaciares instáveis, tempestades e avalanchas frequentes caracterizam este cume, conquistado pela primeira vez, por uma expedição austro-alemã, em 1953.

Naturalmente cansado, desidratado mas satisfeito, João Garcia comunicou com Portugal a partir do Campo 4, onde pernoitou ontem, devendo iniciar hoje a descida para o campo base, de onde partiu a 8 de Julho.

O cume do Nanga Parbat foi alcançado por João Garcia na companhia do alpinista paquistanês Amin Ulal.

Sem carregadores de altitude nem oxigénio artificial, João Garcia está prestes a entrar no restrito clube de alpinistas - apenas nove o conseguiram - a ter no currículo os 14 cumes de 8 mil metros existentes no mundo.

Falta-lhe apenas o Annapurna (8091 metros), no Nepal, que conta escalar na Primavera de 2010.

Todas estas montanhas se situam nas cordilheiras dos Himalaias e Karakorum, na Ásia, entre Índia, China, Nepal, Paquistão e Tibete.

No Nanga Parbat, e tal como na anterior expedição ao Manaslu (8163 metros), alcançado a 29 de Abril último, o alpinista português continua a ser alvo do estudo coordenado pelo professor Fernando Pereira, sobre os efeitos fisiológicos da permanência em alta altitude. O projecto científico, inédito em Portugal, irá avaliar a performance, o dispêndio energético e a repercussão fisiológica, antes, durante e após a expedição.

Toda a notícia aqui no Público
Não tem o protagonismo do futebol, mas é de facto um atleta, se o alpinismo for considerado um desporto, que merece a nossa atenção, consideração e destaque.