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terça-feira, fevereiro 08, 2011

A Distância e o Caos

Aqui longe, após termos deixado Portugal há uma dúzia de horas já tudo parece distante e os factos são vividos com grande relativismo. O que conta é se Ricardo Costa chegou bem e a preparação do treino de daqui a pouco. Mesmo assim, não pode deixar de nos surpreender os acontecimentos no nosso País e no nosso futebol. A entrevista, mas sobretudo os termos utilizados, de Costinha, os novos messias de verde vestidos, o Ministério Público e a FPF, etc., etc.. Um mundo a roçar o surrealismo na véspera de um Argentina/Portugal onde vão estar em campo os dois melhores jogadores do mundo e duas das melhores selecções, a quinta e a oitava no ranking FIFA. Se analisarmos todos estes factos perceberemos que algo não bate bem e certo. Um futedol que consegue gerar uma selecção que disputará um encontro de dimensão mundial não consegue encontrar uma saída interna para os seus problemas? Ou esta selecção é de outra dimensão e vive num outro patamar de organização ou este futebol e este país consegue viver no caos tendo como únicas referências dois ou três clubes e uma selecção, sendo o resto a confusão total. Ou como diria José Saramago, e escrevi aqui há uns meses: "O caos é a ordem por decifrar"!




quinta-feira, setembro 30, 2010

Estádios


Não sei neste caso concreto se Costinha tem ou não razão em todas as questões que levanta, embora na questão do autocarro seja verdade que é um paradoxo as condições que se deparam às equipas na chegada ao estádio, mas também não é menos verdade que muitas vezes as pessoas do futebol são afastadas deste tipo de discussão. Aqui há uns anos fui convidado por um Presidente de uma Câmara Municipal para dar uma opinião sobre um pequeno estádio em construção. Com pequenos acertos estava tudo muito bem organizado e correcto, mas quando me sentei na zona em que entendiam vir a ser a tribuna, a visibilidade desta, para cerca de meio campo, estava barrada por uma coluna de suporte da estrutura. Como estava tudo em construção, ainda foi possível remediar e alterar a situação. Este foi um pequeno exemplo de alguém que entendeu socorrer-se de opiniões de pessoas alheias à construção do estádio. O que Costinha se calhar pretendia dizer é que talvez as pessoas ligadas ao futebol devessem ter uma palavra a dizer sobre determinadas questões que os arquitectos e engenheiros, por muito competentes que sejam, desconhecem.

«Olho para a relva e dá-me vontade de chorar», diz Costinha: «Começo a olhar para o estádio e pergunto-me como se construiu um estádio assim: não tem um acesso para o autocarro para os balneários, há sítios em que não se vê bem a bola, a relva não está boa por causa das temperaturas e porque está mal colocada. Será que quando construiram o estádio não pensaram nisso?»