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quarta-feira, maio 26, 2010

Homenagem a Carlos Alhinho

Foto: Francisco Paraíso



Não há nenhuma morte que alguém não conteste. Mas a de Carlos Alhinho foi trágica e tremendamente estúpida. Carlos Alhinho foi um antigo internacional português que teve uma carreira notável no nosso futebol. Nascido em Cabo Verde, quando estas ilhas faziam parte do chamado império português, exerceu a sua actividade como futebolista nos três grandes portugueses. A FPF e a Federação de Cabo Verde homenagearam-no no intervalo do Portugal/ Cabo Verde de segunda-feira. Uma homenagem justa a alguém que nos deixou prematuramente.


terça-feira, maio 25, 2010

Cabo Verde


Um plano de preparação tem sempre um objectivo. Chegar a uma competição para participar e ganhar. Os pontos iniciais ou intermédios dessa preparação servem unicamente para analisar o desenvolvimento das condições físicas, técnicas e tácticas da equipa e dos jogadores, não são em momento algum, o fim em si. O primeiro objectivo é a Costa do Marfim, dia 15 de Junho, em Port Elisabeth. É evidente que se for possível, até lá, ir ganhando, muito melhor. Não foi o que aconteceu ontem com Cabo Verde. Um empate inesperado trouxe alguma angústia e dúvidas a muitos. Para os jogadores, técnicos e dirigentes, este resultado não vai deixar marcas, vai trazer isso sim uma maior necessidade de concentração nos dois próximos jogos.

domingo, maio 09, 2010

Sporting/Barreirense

Foto: Barreirense/Sporting, 29.12.1992

Ontem, o Record publicou uma notícia com o título desta entrada. Pensei que as teorias de Eisntein tivessem resultado e que ou tivesse regressado ao passado, ou num passo de mágica, estivesse no futuro. Mas não, a notícia referia-se ao Campeonato de Cabo Verde, e não ao português. Lá se ficou o popular clube da margem sul, pela 1ª divisão distrital de Setúbal, e essa sua filial caboverdeana a disputar o principal campeonato do seu país. O pai, com enormes dificuldades, nada para atingir um porto seguro, tentando não afogar-se, um dos seus filhos respira saúde num nível, proporcionalmente, muito superior. Convulsões e contradições do futebol. Curioso também o facto de esse jogo ir ser dirigido por uma equipa de arbitragem feminina.

segunda-feira, abril 19, 2010

David Nascimento


David Nascimento, aliás "Dádá", como era conhecido na altura, é um antigo jogador, nascido em Cabo Verde, naturalizado português, que jogou em diversos clubes portugueses, entre os quais o FC Barreirense, do qual junto foto - é o primeiro da direira em pé -, tendo emigrado para a Holanda em princípios dos anos noventa e onde veio a estabilizar a sua vida. Na época de 93/94, chegou a ser convocado por Carlos Queiroz, para a Selecção Nacional, para um jogo Portugal/Malta, que se disputou no antigo Bessa, não se tendo equipado. Foi, segundo as notícias, nomeado Seleccionador Nacional de Moçambique, e o curioso é que um dos seus primeiros jogos, se não mesmo o primeiro, será contra Portugal. Felicidades para a sua carreira.

domingo, abril 18, 2010

Alexandrina

"Vou ser espanhola". Por mim acho que lhe deve fazer bom proveito. Depois de ser internacional por Portugal desde os onze anos, portanto em todas as selecções dos escalões de formação até aos seniores de andebol, a jogadora natural de Cabo Verde, optou por naturalizar-se espanhola e como afirmou "se for chamada (à selecção espanhola) aceitarei". Não está em causa a procura de uma melhor situação profissional e a busca de novos horizontes, e não sou eu que crucificarei quem seguir esse caminho, mas este caso é um pouco diferente. A atleta abdicou de toda uma história e de um passado como atleta portuguesa que deveria ter respeitado. Os regulamentos do andebol, ao contrário dos do futebol, aceitam esta situação, mas uma coisa são os regulamentos, outra os princípios e a nossa dignidade, enquanto cidadãos de um país. A Selecção Feminina de Andebol é fraca no conceito europeu e não se qualifica para os Europeus e Mundiais, mas é nossa, veste as cores do nosso País, e representa-nos com dignidade. Com ou sem Alexandrina.

domingo, março 21, 2010

Cabo Verde


Estar em Cabo Verde, como em Moçambique, que também visitei recentemente, é como se estivéssemos em casa. Na quinta-feira, dia dos jogos da Liga Europa, era ver os cabo-verdeanos agarrados aos rádios para ouvir os relatos dos jogos do Benfica e Sporting. Particularmente o Benfica tem uma legião de adeptos neste País que é verdadeiramente surpreendente. No dia seguinte notava-se uma satisfação enorme entre os benfiquistas derivada da vitória em Marselha. Mais parecia que estávamos nalguma zona de Lisboa onde esse clube tem a maioria de adeptos. Dá pena ver que os italianos, os espanhóis, os irlandeses e os ingleses fazem negócios, os portugueses deixaram o coração. Mas como os locais dizem "Português tem coração mas não tem dinheiro". Será mesmo assim ou andamos distraídos? É uma pena não fortalecermos e não dinamizarmos com mais entusiasmo e meios estes laços de amizade. E que força tem o futebol para poder fazer isso.