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segunda-feira, abril 25, 2011

Discursos e actos

Nunca fui um adepto do actual Presidente da República e pelos erros que cometeu, na minha opinião, mais sentido fazia ter esta posição. Entendo que talvez pudesse ter evitado a convocação de eleições num período tão crítico para todos, não correndo atrás daqueles que achavam que era o momento de deitar o Governo abaixo. Impunha-se uma tomada de posição estratégica e não táctica, como às vezes acontece no futebol. Não foi isso que aconteceu e de mal passámos a pior. No entanto, o seu silêncio dos últimos tempos, gerou uma iniciativa que me pareceu positiva, convidando para a sessão solene do 25 de Abril os ex-Presidentes da República. Foi uma sessão com conteúdo e com claro sucesso, destacando de imediato o discurso de Jorge Sampaio, cheio de análise crítica mas apontando caminhos claros e sérios. Num sentido mais abrangente, todos tiveram bem nas suas análises decorrentes do seu estilo e ideologia, mas o que ressaltou dali, num esforço unitário, dificilmente terá execução, como o comprovam algumas intervenções no final da sessão. Falta sentido de Estado a alguns dos nossos políticos que se deveriam de abster de fazer comentários críticos naquele momento e naquele local, por respeito ao que se passou minutos antes. Faltou também respeito a muitos dos jornalistas presentes que deveriam ter sido impedidos de "assaltar" os presentes com questões que só mais tarde deveriam ser abordadas. No geral pareceu-me uma iniciativa válida, e quero entender como muito séria, do actual Presidente da República.

25 de Abril

De novo a comemoração, desta vez um pouco enferrujada, desta data histórica. Num momento difícil para o país, nunca como hoje as forças políticas estiveram tão divididas e essa separação de objectivos pode levar-nos a uma situação caótica. Não estou tão certo que a maioria das pessoas esteja dividida como os políticos, e tenho até a sensação que aqueles que estão na vida real assistem com alguma perplexidade ao ping-pong de palavras entre os diversos líderes. Não sei minimamente como sairemos desta situação mas estou certo que se encontrará uma saída. Agora também acredito, aconteça o que acontecer, que nada será como dantes e que teremos de encontrar uma vida a apontar para um maior realismo e com a colocação dos pés na terra. Saliência para as palavras de um homem de Abril, Otelo Saraiva de Carvalho, que mais uma vez, na sua eterna  e conhecida ingenuidade, com o coração ao pé da boca, pôs em causa tudo o que ele e os seus camaradas planearam e executaram em Abril de 1974. De qualquer forma, e porque acredito nos princípios saídos desse dia magnífico, não hesito em continuar a dizer SEMPRE.

domingo, março 13, 2011

À rasca

De facto estou à rasca, eu e todos os outros da minha geração, pelo facto de não termos conseguido explicar aos jovens de hoje que isto não é uma revolução, e que isto não é o 25 de Abril dos tempos actuais. Somos, a minha geração, também responsáveis por termos dado hipótese a que algumas dezenas de milhares de crápulas tenham vivido todos estes anos à custa de expedientes, de vigarices e corrupção, assistindo a tudo com a maior das complacências. Estamos à rasca porque permitimos a confusão entre os interesses reinvidicativos dos sindicatos e a sua actual posição de poderes paralelos que querem fazer política, deitar governos abaixo, sempre na nossa sombra e dizendo que estão a defender os nossos interesses.  Estamos à rasca porque permitimos que os partidos políticos, tenham à sua volta uma quantidade de tipos, minoritários, mas reais, unicamente interessados na sua fatia do bolo, usufruindo vários vencimentos, várias pensões e ainda se dando ao luxo de comentarem o país que temos como se fossem virgens puras. Estamos à rasca porque permitimos que a justiça funcione como conhecemos, em que os processos demoram anos e anos a fio a serem resolvidos para depois, no final, só os pilha-galinhas serem condenados. Os pilha-galinhas e o Vale Azevedo. Estamos à rasca quando alguns dos que são directamente responsáveis pela situação difícil que muitos portugueses vivem, terem a lata de dizer que os jovens têm direito à indignação, e que é preciso um "sobressalto cívico", dizendo isto sem corarem um pouco que seja. Estamos à rasca por tudo isso, e por muito mais, e talvez por isso, a maioria dos que se manifestaram têm razão em muitas das coisas que disseram. No entanto,  apetece perguntar, e os outros jovens, os que não têm licenciaturas e mestrados e os nossos reformados com pensões baixas, não serão esses que estão mesmo à rasca?

sábado, abril 25, 2009

A Salgueiro Maia e aos Capitães de Abril



“QUEM A TEM...”

Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.


Eu não posso senão ser
Desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
E sempre a verdade vença,
Qual será ser livre aqui,
Não hei-de morrer sem saber.


Trocaram tudo em maldade,
É quase um crime viver.
Mas embora escondam tudo
E me queiram cego e mudo,
Não hei-de morrer sem saber
Qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena
Aqueles que lutaram só por princípios. Aqueles que nada lucraram. Aqueles que hão-de ficar para sempre nos nossos corações. Ao Salgueiro Maia e a todos os outros que com ele estiveram naquela noite e dia.
O futebol volta amanhã

Foi bonita a festa, pá...